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Jogo para corajosos

photo credit: Zanastardust
Quando a tabela do Paulista sub20 saiu eu achei um negócio bem estranho: todos os jogos estavam marcados para as 15 horas. Veio a primeira rodada, o jogo do São Bento contra o Força foi mudado para as 10 horas da manhã e pensei que os horários eram “provisórios” e seriam alterados com bom senso.
Só esqueci que bom senso não é uma característica da cartolagem nacional.
Quarta-feira (também conhecida como depois de amanhã), o Bento volta a jogar no CIC, contra o Grêmio Barueri. O horário? As inalteradas 15 horas. Numa quarta-feira!
Como esse blogueiro estará trabalhando durante a partida e nenhuma emissora de rádio, tv devem cobrir a partida, quero pedir a contribuição dos leitores que poderão comparecer ao estádio.
Quem for e puder tirar fotos, anotar os destaques positivos e negativos e outros detalhes da partida e depois enviar o material para publicação, terá o agradecimento desse blogueiro e da grande parcela da torcida que não conseguirá ir até o CIC acompanhar o desempenho dos meninos.
Fica o convite. O email para envio das fotos e comentários é vamossubirbento@gmail.com.
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Importante para quem?

POR RENAN BISMARA
Começou neste final de semana o Campeonato Paulista Sub 20, primeira divisão. Com o escopo oficial de ajudar a revelar novos talentos e, assim, ajudar os clubes e seus falidos caixas, o torneio conta com o apoio irrestrito das pessoas que mais saem lucrando hoje no mundo da bola: os empresários.
Não há bilheterias ou contrato de parceria no Brasil que supere as cifras obtidas pelos terceiros interessados nas transferências de jogadores quando esta se concretiza. Chegamos num cenário que é no mínimo curioso. Imitando a doutrina que diz possuírem algumas multinacionais gigantescas tanto poder ou mais que a maioria de governos nacionais, os empresários e seus interesses parecem reger as escondidas o alto escalão de clubes e federações de futebol. E quem sofre com esta interferência indesejada são os próprios clubes num primeiro momento e depois os fanáticos torcedores que se permitem idolatrar um jogador com passagem de meses apenas nas suas equipes. Eu, torcedor de arquibancada, não me machuco tanto com algumas desilusões, faz parte do futebol. Pior para as entidades do futebol, uma vez este processo ser bem mais penoso e degradante para elas.
Mas onde entra o nosso alviceleste nesta história? O Esporte Club São Bento, time que atualmente disputa como única competição oficial da sua equipe principal um campeonato estadual da segunda divisão, apresenta todos os sintomas de um clube que está correndo para a extinção: plantel sazonal, deficiente estrutura básica para seus temporários atletas, instabilidade política e estatutária, inexistência de planejamento em médio prazo e caixa degradado. É doloroso demais dizer, mas é o retrato do clube sorocabano. Tudo começa e tudo termina na falta de dinheiro. Sem dinheiro, não formamos estrutura e nem equipe vitoriosa. Sem uma equipe vitoriosa, títulos, glórias e notoriedade ficam escassas. A ausência de resultados gera mais rombo aos combalidos cofres e assim o ciclo continua.
Uma das soluções para acabar com esse ciclo vicioso seria investir na venda de jogadores. A base surge como salvação. Porém é nesta mesma solução, na raiz da esperança que os empresários agem. A nossa solução fora simplesmente “emprestada” para os gloriosos agenciadores de atletas exporem suas mercadorias, sufocando um dos únicos escapes da situação trágica financeira em que se encontra o alviceleste. Logo, esta competição que parece reascender o amor dos mais fanáticos apoiadores do Azulão, na verdade enche os bolsos daqueles que não vêem a hora de receber uma ligação do leste europeu para fazer o seu “pé-de-meia” mais feliz.
Caso esta mórbida rotina continue por mais tempo, não há gestão futura que cure a ferida aberta em décadas e que só vem se agravando nos dias de hoje. É vendo casos como este da nossa base que fico cada vez mais cético numa virada de mesa na história do quase centenário representante sorocabano do futebol. Solução há e pessoas dispostas a pô-las em prática também, porém sem a cooperação dos atuais administradores nada disso parece ser possível. Espero que quem realmente goste deste clube saiba qual a sua devida parcela de contribuição para este cenário atual. E os que não gostam, que saiam do comando com toda a vergonha e desprezo que sinto como torcedor do Esporte Club São Bento de Sorocaba.
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Tempo, tempo mano velho
Nem sempre o tempo corre a nosso favor. Quase sempre ele corre contra. Quando nos damos conta, o blogue já está a seis dias sem atualização.
Seis dias em que a oposição se mexeu um pouquinho. Convocaram a imprensa para a apresentação do seu projeto para o clube. O mesmo projeto que exige a saída do homem-que-manda-no-São-Bento e que era para ter sido apresentado após a coletiva de imprensa da Lucro Social, no dia 17 de julho, mas eles não o fizeram.
Não pude acompanhar a apresentação do projeto pois não fui informado.
São os “diferentes” agindo de maneira igual. Quem critica está cortado, está fora.
Uma pena. Pelo visto as coisas ficarão na mesma por um bom tempo. Pobre São Bento que tem seu futuro decidido por “clãs” que não aceitam nada além dos que convém.
Enquanto isso, em campo, nossos meninos penam para ganhar uma. Ontem perderam mais uma. Mais uma vez de 2 a 1. Dessa vez fora de casa, contra o Campinas.
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São Bento 1 x 2 Força
Acordei às 9 horas da manhã no domingo e fui ao CIC me juntar aos outros obstinados que, para matar a saudade de ver o São Bento em campo e de alimentar a esperança de termos uma safra de “pratas da casa” após décadas, enfrentaram o sono e a ressaca para uma partida entre jovens desconhecidos.
A saudade de ver o São Bento foi atenuada. O mesmo uniforme da A2, um time igualmente esforçado, mas limitado tecnicamente. Parecia que estávamos no verão, com esperança do acesso, fazendo contas para a classificação.
A derrota em casa, com o time perdido em campo aguçou a memória. Teve hora que tava quase chamando o lateral-direito de Tita e pedindo pra tirar o Celsinho.
No banco de reservas, o mesmo Claudinho Anacleto que vai ter que, igualmente, tirar leite de pedra com a molecada. O Força não se mostrou tão forte (sem trocadilhos, por favor) e mesmo assim pouco fizemos. E quando fizemos não conseguimos fazer o principal: o gol.
Apesar de 24% dos leitores do blog afirmarem não vão acompanhar a equipe sub20, as famílias reforçaram a torcida. Contei quase 300 entre corajosos e familiares.
Fiquei nas numeradas e a família dos zagueiros Vinícius e Guto estavam em peso. Outros pais filmavam o desempenho dos seus filhos, a espera de um lance que abrilhantaria o DVD que será enviado para os empresários. Infelizmente esses gastaram filme à toa. A não ser que o pai do goleiro estivesse entre eles. O garoto fez uma linda defesa no final do primeiro tempo.
Difícil vai ser achar corajosos ou familiares nos próximos dois jogos, ambos às 15 horas. No meio da semana.
P.S.: O atraso no texto se deve àquela preguicinha depois do almoço de domingo, que normalmente dura até as primeiras horas de segunda. Segundas que são recheada de trabalho.
A falta de fotos se deve ao esquecimento do blogueiro, que deixou a câmera (com as imagens) em local não identificado. Assim que a câmera for recuperada as fotos aparecerão por aqui.
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Compromisso futebolístico-ideológico-sindical
Paulinho da Força, um famoso “pizzaiolo” de Brasília
A estreia dos meninos do São Bento no Campeonato Paulista Sub20 da 1º Divisão é nesse domingo. O jogo será no CIC, a partir das 10h da manhã, contra o Força Esporte Clube. A entrada é gratuita.
O Força Esporte Clube é o time bancado pela Força Sindical. Tanto é que o presidente do “clube” é Valdir Pereira da Silva, irmão de Paulo Pereira da Silva, o famoso Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal envolvido em esquema de desvios na de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lavagem de dinheiro, prostituição e tráfico de pessoas. Gente “fina” esse Paulinho…
Como esse blogueiro é contra o nepotismo, o desvio de dinheiro público e times biônicos, a partida será encarada como um compromisso futebolístico-ideológico-sindical.
Até porque o blogueiro também é a favor de sindicatos de luta, que defendam os trabalhadores que eles representam. E se tem uma coisa que a Força Sindical não faz é defender os trabalhadores frente aos patrões. É um dos maiores exemplos de sindicalismo “pelego”.
Não entendeu o “pelego”? Leia essa historinha:

Entendeu?
Para o verdadeiro são-bentista, não são necessários motivos para torcer. Mas para uma partida do sub20, num domingão de manhã, penso que isso já basta.
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