Vamos subir, Bento!
// 04.05.2009 às 9:26 pm // 1 Comentário »
Criatividade em tempos de crise

Um dos chavões que a crise atual do capitalismo trouxe à tona é que “devemos ser criativos para superar esse momento difícil”. Foi exatamente isso que um clube da terceira divisão da Inglaterra fez, colocou os neurônios para funcionar e criou uma maneira criativa de conseguir dinheiro.
Após tentativas frustradas de fechar contrato com algum patrocinador, o diretor comercial do Bristol Rovers não ficou choramingando por ajuda. Pelo contrário, bolou uma rifa entre as empresas locais. Isso mesmo, uma rifa. Cada empresa paga mil libras (cerca de R$ 3,2 mil) pelo bilhete que dá direito a participar do sorteio que definirá o patrocinador da equipe na temporada 2009/2010. A primeira sorteada estampará sua marca na camisa nº 1, as dos jogos de casa; já a segunda colocará sua marca na camisa “away”, o segundo uniforme.
Eles inveteram a lógica de que apenas grandes empresas podem estampar o seu nome no uniforme do clube. “Imagine a marca do seu negócio na camisa do Bristol Rovers na próxima temporada! Vista todos os dias nos jornais, na TV, na Internet!”, diz o texto do folheto promocional da ação.
Serão vendidos 100 bilhetes, ou seja, o clube arrecadará mais de R$ 300 mil com campanha, além de aproximar as empresas locais, proporcionando negócios futuros. Mesmo os que não forem sorteados receberão benefícios: um jantar no clube e uma foto com a equipe.
Se isso é atraente na Inglaterra, onde as equipes podem estampar apenas uma marca em seu uniforme, imagine no nosso caso em que poderíamos ter uns quatro ou cinco ganhadores (manga, calção, etc). O unifome que o Corinthians vestiu na final de ontem tinha cinco logomarcas diferentes! Fica feio, é verdade. Mas ao menos o caixa fica no azul.
Tá aí uma boa idéia. Deve trazer mais resultados do que ficar falando abobrinha na imprensa.
// Categorias Geral, patrocínio
// 28.01.2009 às 10:39 am // Comente »
Bento 40 graus
O clima continua quente nos bastidores do clube na semana do dérbi.
Na imprensa, o espaço dedicado ao Bento vem cobrindo a queda de braço entre Diretoria (leia-se Davi Ferrari Jr.) e o Conselho. A nova da vez é que existe ainda uma proposta de parceria para o clube e a resposta tem que ser dada até amanhã (quinta).
Uma nova reunião do Conselho acontece hoje a noite (já houve uma reunião na segunda) e esse blog estará presente . Espera-se a presença do Presidente para que a decisão sobre a parceria seja tomada coletivamente.
Hoje os jornais informam que o Presidente não aceitou proposta patrocínio da Petrobrás: R$ 50 mil mensais. Motivo? Preferiu ficar com R$ 5 mil da Ruff.
Vá entender…
// Categorias Sem categoria, Bastidores, patrocínio
// 08.01.2009 às 12:30 pm // 1 Comentário »
Já vi essa história antes…
“Para o São Bento é tudo mais difícil. O alvi-celeste sempre se vê obrigado a trilhar os caminhos mais tortuosos. (…)
Poucos ajudam o São Bento e olhem o grande número de indústria que Sorocaba possue e o seu comércio que é um dos pricipais desta vasta região do Estado. Houvesse uma colaboração por parte de todos e o São Bento estaria hoje numa situação invejável (…)
Não é de hoje que os dirigentes do E.C. São Bento apelam para a indústria e comércio da cidade no sentido de que contribuam para tornar o Azulão um grande clube (…). Mas, até agora os diretores continuam pregando no deserto. Ninguém responde ao apelo do São Bento.”
Esse texto poderia estar nos jornais de hoje que ninguém iria estranhar, mas não está. Ele foi publicado pelo “Diário de Sorocaba” há quase 28 anos, na edição do dia 5 de fevereiro de 1981 (foto da página abaixo do título do post).
O que está no “Cruzeiro do Sul” de hoje é:
“Sem ainda ter conseguido fechar os patrocínios que almeja para manter a equipe na Série A2, o presidente voltou a ameaçar a abandonar a competição. “Vou levando até onde der. Caso a cidade não ajude a manter o time, não será possível chegar ao final da A2. Infelizmente, mágica não dá para fazer”, declarou David Ferrari.
De acordo com o presidente, as parcerias formalizadas até o momento não representa nem um quarto da verba necessária para a disputa do campeonato. “Estou aguardando o retorno de diversas empresas, mas está difícil”, completou.”
Quase trinta anos entre uma matéria e outra, mas o discurso é o mesmo. A diretoria quer que “a cidade ajude a manter o time”.
Interpreto o apelo com dois possíveis sentidos: primeiro, que diretoria pretende que as empresas da cidade dêem dinheiro para o clube a “fundo perdido”; ou que a Prefeitura gaste os recursos do orçamento público para manter o clube.
A primeira interpretação é irreal no atual momento de crise financeira. A empresa que investe quer retorno. Se fosse apenas uma questão de “amor ao São Bento” os vários empresários que são conselheiros do clube estariam assinando cheques. Mas não é assim.
Para o São Bento ser atrativo para os investimentos é necessária uma profunda reorganização de sua estrutura, com planejamento e seriedade na sua condução.
A segunda interpretação é impensável. Retirar recursos de áreas essenciais da administração pública como saúde, educação e saneamento para repassar para um clube de futebol, uma entidade privada, seria uma imoralidade para o Poder Público e uma coisa vergonhosa para o São Bento.
Por mais que o clube seja um “patrimônio” da cidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes, deve fazer o seu papel que é o de incentivar a prática esportiva. Deixe os dificuldades das entidades particulares para os seus responsáveis.
Até porque o atrelamento do clube com a Prefeitura pode vir a criar situações constrangedoras. Na verdade já criou, como a placa colocada atrás do banco de reservas do CIC logo após as eleições:

Nós, os torcedores, temos que nos organizar para que daqui há 30 anos os jornais estejam publicando notícias de outro tipo sobre o São Bento.
E é sobre a participação do torcedor na vida do clube que vou falar no próximo texto.
Conto com sua opinião nos comentários.
// Categorias Sem categoria, Bastidores, História, patrocínio, planejamento
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