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As últimas do homem-que-manda-no-São-Bento

O homem-que-manda-no-São-Bento continua roubando a cena nos bastidores do clube. Infelizmente (e pra variar) para o lado negativo.
As negociações com os parceiros que viabilizariam o time sub-20 fracassaram. A proposta das duas empresas envolvidas, Excellence e PSC, era cobrir todas as despesas da disputa do Campeonato Paulista da categoria (coisa de R$ 30 mil por mês). Além disso, todos os jogadores que fossem profissionalizados seriam registrados pelo São Bento, que se beneficiaria como o “clube formador” nas possíveis transferências futuras. Mas o homem-que-manda-no-São-Bento quer dinheiro na mão.
Assim sendo, nada feito. Disputaremos o campeonato, que começa em menos de 60 dias, com um “catadão”. No nível do time feminino (que levou mais uma goleada nesse final de semana). Uma beleza…
Mas não acaba por aqui. O imbróglio da apresentação das contas do ano passado continua. Em fevereiro o presidente entregou o demonstrativo financeiro ao Conselho Fiscal sem os documentos fiscais que comprovariam as movimentações. Demorou para o Conselho Fiscal se mexer, mas agora em maio foi enviado um ofício solicitando os documentos. Na resposta, o homem-que-manda-no-São-Bento disse que, se o Conselho Fiscal quiser conferir os documentos, que marque horário na Secretaria do Clube.
Esse blogueiro espera que o Conselho Fiscal se mexa e, mesmo tendo que engolir esse sapo, vá até a Secretaria conferir os documentos. Se há tanto temor em mostrar os comprovantes é sinal de que poder haver algo de errado.
Quem assumiu o compromisso de participar da direção do clube deve agir rápido para esclarecer o que vem acontecendo com o São Bento. Antes que seja tarde demais.
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E a parceria, nada?
Tenho recebido muitos questionamentos sobre o que aconteceu com a parceria. Respondo que não sei. Não sei mesmo.
O que sei é o seguinte:
Na reunião do Conselho, na última quarta, dia 28, o Presidente falou que no dia seguinte (29) os investidores responderiam sobre os pedidos de modificação no contrato e informariam quais seriam as garantias que o clube teria que oferecer para selar o acordo.
O posicionamento final de Davi Ferrari Jr. na reunião foi claro: se os investidores aceitassem as observações feitas pela diretoria e o clube pudesse “bancar” a garantia, o contrato seria assinado.
Quase uma semana depois e nada. Não temos notícias sobre qual fim teve as negociações.
O que se ouviu na arquibancada é que a parceria “já era”. O presidente do Conselho soltou que “enquanto o Davi for presidente eles não fecham com o São Bento”.
Mas a pulga aqui atrás da orelha continua pulando: porque o silêncio?
Se o Conselho pretende ser tão transparente quanto vendem, deveria tornar público (como vez durante o processo) o encaminhamento das negociações. Os investidores aceitaram as solicitações de mudanças? Quais foram os pedidos de garantia?
A torcida quer saber.
Só para lembrar: esse blog não é jornalístico e não é imparcial. Aqui estão publicadas as impressões de um torcedor.
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Sem parceria
A notícia que chega, por meio do Presidente do Conselho Deliberativo do clube, Luís Manenti, é que a diretoria (leia-se Davi Ferrari Jr.) disse não à empresa que buscava um contrato de parceria com o São Bento.
Decisão unilateral.
Sábado começa o campeonato e pode sobrar para todos os lados. Principalmente para a torcida.
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Uma proposta tentadora
O São Bento se agitou desde a noite de ontem (segunda) com a possibilidade de o clube firmar parceria com uma empresa que gerencia clubes de futebol, comandada pelo ex-jogador César Sampaio.
Segundo o presidente do Conselho, Luís Manenti, a proposta é a seguinte: R$ 200 mil por mês – com bônus caso o time consiga o acesso esse ano – para a empresa assumir o “marketing e o investimento do clube”. Contrato de 5 anos.
A divisão dos lucros advindos da parceria seriam dividos com 80% para a empresa e 20% para o São Bento.
A empresa retomaria as categorias de base, construiria alojamento definitivo para os atletas, compraria um ônibus novo.
Isso tudo é informação. Agora vem opinião.
A proposta realmente é tentadora, mas penso que alguns pontos devem ser esclarecidos:
1. Os empresários vão assumir o marketing e os “investimentos”, mas o que significa isso especificamente? O São Bento poderá decidir os investimentos que serão feitos, administrar o futebol?
2. A administração do marketing por parte da empresa significa que os patrocínios que o clube venha a captar também serão divididos na base 80%-20%?
3. O contrato protege o clube ou os empresários? Se forem contraídas dívidas durante a parceria, para os “investimentos”, a empresa de responsabiliza?
4. Com a parceria, o São Bento poderá colocar jogadores 100% seus no time? Afinal, com a reestruturação isso será possível e ajudará na construção de um horizonte melhor.
Simpatizo com a proposta. Me parece a chance de reestruturar o clube, com uma visão a longo prazo para que daqui há 5 anos possamos estar em uma posição bem melhor e dependendo apenas das nossas pernas.
Mas isso depende de uma coisa fundamental: o clube tem que ter voz ativa para definir os rumos do clube durante o contrato, obedecendo-se a hierarquia que rege o estatuto (por mais que hoje ela não seja muito respeitada).
Com isso esclarecido passo a apoiar a parceria. É uma proposta e tanto, desde que com transparência e administração conjunta do clube.
O mais estranho (ou nem tanto) nesse processo é a postura do presidente Davi Ferrari Jr. Ele concedeu entrevista à Cruzeiro FM dizendo que a reunião, que aconteceu na noite de ontem, é uma mentira. “Não aconteceu”. Terá sido o nosso presidente abduzido por alienígenas?
Em um ponto apenas concordo com nosso presidente-bomba: se a parceria for do tipo em que se entrega o clube aos terceiros, corremos o risco dos parceiros “sugarem” o São Bento e devolverem o bagaço daqui há 5 anos.
Mas a parceria é desse tipo?
Pra variar, ele aproveitou a oportunidade pra “esmolar”. Pediu “ajuda da cidade”. Falou umas três vezes “ajudar o São Bento”.
Será que o idealismo dele cega tanto a ponto de não enxergar que, há muito tempo, nenhuma empresa ajuda ninguém? Eles querem retorno Davi!
Também falou que não espera ajuda do “torcedor de bandeira e camisa”. Então campanha de sócios nada, né Davi?
E você o que acha da parceria? Deixe o seu comentário.
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