fev 27, 2011

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São Bento 2 x 3 São José

O São Bento foi valente diante do São José. Pena que a valentia apareceu um pouco tarde demais.

Foi necessário o time levar o primeiro gol para que a postura inicial, bastante defensiva mudasse.

Claro que tal postura foi reflexo de mais uma inesperada expulsão de Lucas Biselli, logo aos 10 minutos de bola rolando, mas também teve a ver com a escalação inicial do azulão: com três zagueiros e três volantes, o São Bento “chamava” o time do Vale do Paraíba. Sem Lucas e com Patrick em tarde pouco inspirada, faltava alguém para puxar os contra-ataques.

Mas Müller não errou apenas. Com a entrada de Steve no lugar do zagueiro Eli e de Pablo na vaga de Patrick, o Bentão ficou mais agressivo. Tanto que com menos de 20 minutos da segunda etapa o time já havia virado o jogo, gols de Rodrigo Dias e Leandro.

O final da tarde parecia ser saboroso, com gosto de terceira vitória seguida e alívio na luta contra o rebaixamento. No entanto faltou malandragem e eficiência na marcação.

O São José empatou com uma falha da defesa, que parou e deixou o experiente Valdir Papel anotar com facilidade.

Em seguida, a defesa falhou mais uma, duas vezes. Contamos com uma boa defesa de Henal na primeira e, na segunda, com a marcação de impedimento da bandeirinha.

Só que não parou por aí: ainda haveria a terceira falha consecutiva. Nessa, não houve perdão e o São José marcou o seu terceiro gol.

Os “se” do texto pré-jogo agora se tornaram afirmações: o quarto colocado nesse momento é o Guarani, com oito pontos de vantagem sobre o São Bento (21 a 13) e um jogo a menos (esse contra o combalido Palmeiras B). Então o sonho de uma improvável classificação virou passado.

Na briga contra o rebaixamento, basta ganhar da União Barbarense no próximo final de semana e não vacilar contra o Palmeiras B no CIC que a fatura estará garantida.

Com isso feito, basta cumprir tabela e – lógico – ganhar da Turma do Reverendo na quarta-feira de cinzas.

Nesse caso, o que seria a morte poderá ser o renascimento.

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fev 20, 2011

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São Bento 1 x 0 Guarani

Depois de um mês esperando uma vitória do São Bento no CIC, ela veio. Fui comemorar a vitória e o texto ficou para hoje. Merecido.

Com isso os detalhes do jogo já não estão muito presentes na memória. Ainda mais os lances do primeiro tempo: com aquele sol na cabeça não consegui raciocinar esquema tático, padrão de jogos e etcs.

O que consegui ver (e lembro) é que Müller armou o time com muito do que falávamos aqui. Colocou cada um na sua, sacou Thiago Souza e deixou Steve mais livre para atacar. Mas o principal foi a postura tática: o time esperava o Guarani atacar e saía no contra-ataque.

É triste falar isso, mas é a realidade: como o nosso time é fraco, mas tem alguns jogadores rápidos, o mais inteligente é esperar o time adversário atacar e sair no contragolpe.

Sim, isso com uma defesa fraca não funciona. Mas ontem Carlinhos estreou muito bem, deu um jeito na zaga e fez com que tomássemos menos sustos.

Foi num contra-ataque no meio da segunda etapa que Patrick entrou na área e foi derrubado. Lucas Biselli bateu com categoria e fez o gol da vitória.

A partir daí o time todo recuou. Os sustos aumentaram, mas o sistema defensivo deu conta do recado e garantiu os três pontos.

Dependendo dos resultados de hoje nos jogos entre Palmeiras-B x Turma do Reverendo e São José x Rio Branco, terminaremos há 4 pontos da zona do rebaixamento.

É ganhar do Rio Branco, quarta-feira, em Americana, e o fantasma do rebaixamento vai virar história.

O que também poderia virar história é tanto blá-blá-blá depois das partidas. Quando se perde, a crise parece só aumentar com tantos comentários negativos. Quando ganha, a vitória parece ser apenas um detalhe para impulsionar ainda mais falação.

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Ontem, na saída do jogo, a torcida recebeu a terceira edição da revista oficial do E.C. São Bento. Com Pelé na capa, esse número traz uma história incrível envolvendo o azulão e o “Rei do Futebol”, uma contribuição do Luiz Carlos “Éden”.

Há também uma matéria bem bacana do Luiz Guilherme Chaguri com as irmãs Ramalho, que relata a história da torcida “Tira Prosa”, que marcou época nas arquibancadas do Humberto Reale e do CIC nas décadas de 70, 80 e 90.

Para completar, tem o perfil de Lucas Biselli (por Benjamin Pesce) e a reprodução da evolução dos escudos do clube.

Quem pegou, o que achou? Deixe seus pitacos nos comentários.

Para quem ainda não viu, pode ler a edição virtual aqui: http://ecsaobento.com/revista/?page_id=218

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jan 27, 2011

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São Bento 0 x 0 UA Barbarense

O “daqui a pouco” demorou um bocado, mas aí vão os  meus pitacos. Eles pretendem apenas complementar tudo o que já foi dito nos comentários do post anterior.

Afinal, já foi dito que o time evoluiu, que muitas chances foram criadas e só faltou o gol. A destacada atuação de Lucas Biseli não foi esquecida.

Então o que me resta é relembrar a belíssima participação da torcida, que cantou o tempo todo. Gritos que reafirmavam o amor alvi-celeste e preparavam o espírito para o dérbi de domingo. Sem deixar passar uma “homenagem” ao prefeito Vitor Lippi. Foi a melhor resposta para secretários que não respeitam nossa história.

Dentro de campo, faltou um homem de referência no ataque para ser municiado por Biseli e Pablo. O camisa 9, Felipe Daniel, não conseguiu resolver. O jovem atacante conseguiu perder uma chance incrível no início do segundo tempo.

Uma coisa que não entendi foi ver o atacante Careca e o lateral-esquerdo Índio assistindo o jogo na arquibancada. Se nos faltou um atacante de referência e um lateral-esquerdo de verdade, para o lugar do improvisado Tiago de Souza, o que eles estavam fazendo ali?

Agora é esperar domingo. A vitória sobre a Turma do Reverendo é a chave para que possamos deslanchar nessa primeira fase.

Tem enquete nova na barra lateral do blog. A pergunta é: Qual será o desempenho do São Bento na Série A2? Participe!

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ago 21, 2010

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Turma do Reverendo 1 x 0 São Bento

Após uma atuação horrível, o gol anulado no final do dérbi criou o cenário para que se mudasse o foco de análise do jogo por boa parte dos torcedores.

A arbitragem, hoje, foi a menos culpada pelo resultado adverso.

Os erros se iniciaram na escalação: não consegui entender o motivo para o Rodrigo Dias ficar no banco e a escolha de uma zaga “pesada” para marcar um ataque “leve” como o da Turma do Reverendo.

Resultado: levamos um baile no primeiro tempo, quando perdemos totalmente o meio de campo. O resultado só não foi pior porque o adversário também mostrou muita fragilidade.

O que preocupa é que o time não evolui. Não faltam só resultados, falta futebol.

Se a Copa Paulista é ‘laboratório’, esse pode produzir um monstrego.

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mar 29, 2010

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São José 2 x 0 São Bento

Mesmo com os contratempos, torcida alvi-celeste empurrou o time

Nunca antes na história desse blog um texto pós-jogo demorou tanto para ir ao ar.

Mas não é pra menos. Afinal, nunca antes esse blogueiro havia se metido em tamanha epopeia para acompanhar o São Bento.

Também peço sua compreensão no tamanho do texto. É que é muita coisa pra contar.

Após dias de pouco sono por causa do trabalho, acordar às cinco e meia da madrugada em Itapetininga e partir rumo à Sorocaba para embarcar no ônibus rumo a São José dos Campos não foi fácil. Confesso que pensei em desistir, mas criei coragem e encarei a maratona.

Pensei: se por um lado pode ser o jogo da desclassificação, como foi, por outro iria ver o time em campo pela última vez antes de um longo recesso, que só deve ter fim em meados de julho ou agosto, com o início da Copa Paulista.

Fui. Eu e mais uns quarenta e tantos abstinados.

Fomos, mas não chegamos. Há 20 km de chegarmos ao nosso destino, o ônibus, que já ‘reclamava’ desde a saída, parou de vez. A caixa de câmbio foi pro saco. Isso a quarenta minutos do início do jogo.

Certo desespero. Uma busca incessante por algum radinho de pilha que sintonizasse alguma emissora local para acompanhar os primeiros minutos de jogo que, inevitavelmente perderíamos.

O ônibus reserva chegou e o jogo já estava em andamento. Como a busca pelo radinho não havia sido exitosa, não sabíamos do pior: o Bentão já perdia por 1 a 0.

Mas o ônibus tinha câmbio e rádio. Nos levou e trouxe as notícias ruins.

Sim, notícias, no plural. Pois pouco tempo depois de nos acomodarmos, veio a notícia de que o Ortiz havia sido expulso.

A viagem começava a ficar tensa. Aqueles que puxavam o coro de “Ôooooo! Eu acredito!” murcharam.

Eu murchei quando cheguei no estádio e soube que o Ortiz não havia sido expulso, mas sim o atacante Ray. O técnico Zé Luís que sacou o argentino para dar lugar a Celsinho. “Meldels!”

Do primeiro tempo, não deu pra ver muita coisa, chegamos quase no final. Só podemos constatar que o time do São José não era nenhum bicho-papão. Seus atacantes erravam chutes medonhos e o meio de campo entregava algumas bolas de presente para o Bentão.

Era aproveitar esses vacilos e sair de lá com a classificação.

O sol forte de meio dia na cabeça no momento do jogo e o tempo que já se passou até escrever esse texto não me permitem grandes análises táticas e individuais sobre a partida. Mas arrisco doi pitacos:

1. Faltou o time chutar mais de longe. Nas duas tentativas que houve no segundo tempo, o goleiro do São José teve trabalho. Os atacantes queriam entrar na área tocando a bola, o que era impossível com o time adversário todo fechado atrás.

Felipe Blau chutou de longe e assustou o goleiro adversário

2. A nossa zaga não teve um bom desempenho. O segundo gol do São José foi sintomático: os atacantes chegaram livres, Vizotto defendeu dois chutes à queima roupa na sequência, mas os zagueiros não conseguiram tirar a bola da área.

Eliminados, ainda tivemos que esperar por duas horas e meia pela chegada do ônibus que nos traria de volta à Sorocaba. Duas horas e meia sem almoço e sem descanso.

Conseguimos nos alimentar graças à solidariedade de parte da torcida organizada local, que nos trouxe uns poucos comes e bebes. Eu acabei não conseguindo nenhuma lasca, mas consegui um pedaço de torta de frango, fruto da solidariedade de nossa própria torcida.

A comida nos cedida foi pouca, mas o suficiente para despertar a ira da outra parte da organizada local.

Aproveitando do vacilo da Polícia, que nos abandonou sem proteção alguma no estádio, eles quiseram partir pra cima. Só não contavam que a força repressora do Estado ainda estava por perto, pronta para disparar umas borrachadas em sua direção.

Deve ter uns caras dessa organizada que estão correndo até agora.

Nas três horas do trajeto de volta pensei em muita coisa. Dormi um bocado também. Mas o que pensei renderá alguns textos aqui no blog nessa ‘entresafra’ para os são-bentistas.

Momento que deve ser usado para fortalecer ainda mais o Bentão fora das quatro linhas. Porque ano que vem não vai ter outra: vamos subir, Bento!!!

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