// 21.08.2010 às 10:07 pm // 68 Comentários »

Turma do Reverendo 1 x 0 São Bento

Após uma atuação horrível, o gol anulado no final do dérbi criou o cenário para que se mudasse o foco de análise do jogo por boa parte dos torcedores.

A arbitragem, hoje, foi a menos culpada pelo resultado adverso.

Os erros se iniciaram na escalação: não consegui entender o motivo para o Rodrigo Dias ficar no banco e a escolha de uma zaga “pesada” para marcar um ataque “leve” como o da Turma do Reverendo.

Resultado: levamos um baile no primeiro tempo, quando perdemos totalmente o meio de campo. O resultado só não foi pior porque o adversário também mostrou muita fragilidade.

O que preocupa é que o time não evolui. Não faltam só resultados, falta futebol.

Se a Copa Paulista é ‘laboratório’, esse pode produzir um monstrego.

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// 29.03.2010 às 8:07 pm // 18 Comentários »

São José 2 x 0 São Bento

Mesmo com os contratempos, torcida alvi-celeste empurrou o time

Nunca antes na história desse blog um texto pós-jogo demorou tanto para ir ao ar.

Mas não é pra menos. Afinal, nunca antes esse blogueiro havia se metido em tamanha epopeia para acompanhar o São Bento.

Também peço sua compreensão no tamanho do texto. É que é muita coisa pra contar.

Após dias de pouco sono por causa do trabalho, acordar às cinco e meia da madrugada em Itapetininga e partir rumo à Sorocaba para embarcar no ônibus rumo a São José dos Campos não foi fácil. Confesso que pensei em desistir, mas criei coragem e encarei a maratona.

Pensei: se por um lado pode ser o jogo da desclassificação, como foi, por outro iria ver o time em campo pela última vez antes de um longo recesso, que só deve ter fim em meados de julho ou agosto, com o início da Copa Paulista.

Fui. Eu e mais uns quarenta e tantos abstinados.

Fomos, mas não chegamos. Há 20 km de chegarmos ao nosso destino, o ônibus, que já ‘reclamava’ desde a saída, parou de vez. A caixa de câmbio foi pro saco. Isso a quarenta minutos do início do jogo.

Certo desespero. Uma busca incessante por algum radinho de pilha que sintonizasse alguma emissora local para acompanhar os primeiros minutos de jogo que, inevitavelmente perderíamos.

O ônibus reserva chegou e o jogo já estava em andamento. Como a busca pelo radinho não havia sido exitosa, não sabíamos do pior: o Bentão já perdia por 1 a 0.

Mas o ônibus tinha câmbio e rádio. Nos levou e trouxe as notícias ruins.

Sim, notícias, no plural. Pois pouco tempo depois de nos acomodarmos, veio a notícia de que o Ortiz havia sido expulso.

A viagem começava a ficar tensa. Aqueles que puxavam o coro de “Ôooooo! Eu acredito!” murcharam.

Eu murchei quando cheguei no estádio e soube que o Ortiz não havia sido expulso, mas sim o atacante Ray. O técnico Zé Luís que sacou o argentino para dar lugar a Celsinho. “Meldels!”

Do primeiro tempo, não deu pra ver muita coisa, chegamos quase no final. Só podemos constatar que o time do São José não era nenhum bicho-papão. Seus atacantes erravam chutes medonhos e o meio de campo entregava algumas bolas de presente para o Bentão.

Era aproveitar esses vacilos e sair de lá com a classificação.

O sol forte de meio dia na cabeça no momento do jogo e o tempo que já se passou até escrever esse texto não me permitem grandes análises táticas e individuais sobre a partida. Mas arrisco doi pitacos:

1. Faltou o time chutar mais de longe. Nas duas tentativas que houve no segundo tempo, o goleiro do São José teve trabalho. Os atacantes queriam entrar na área tocando a bola, o que era impossível com o time adversário todo fechado atrás.

Felipe Blau chutou de longe e assustou o goleiro adversário

2. A nossa zaga não teve um bom desempenho. O segundo gol do São José foi sintomático: os atacantes chegaram livres, Vizotto defendeu dois chutes à queima roupa na sequência, mas os zagueiros não conseguiram tirar a bola da área.

Eliminados, ainda tivemos que esperar por duas horas e meia pela chegada do ônibus que nos traria de volta à Sorocaba. Duas horas e meia sem almoço e sem descanso.

Conseguimos nos alimentar graças à solidariedade de parte da torcida organizada local, que nos trouxe uns poucos comes e bebes. Eu acabei não conseguindo nenhuma lasca, mas consegui um pedaço de torta de frango, fruto da solidariedade de nossa própria torcida.

A comida nos cedida foi pouca, mas o suficiente para despertar a ira da outra parte da organizada local.

Aproveitando do vacilo da Polícia, que nos abandonou sem proteção alguma no estádio, eles quiseram partir pra cima. Só não contavam que a força repressora do Estado ainda estava por perto, pronta para disparar umas borrachadas em sua direção.

Deve ter uns caras dessa organizada que estão correndo até agora.

Nas três horas do trajeto de volta pensei em muita coisa. Dormi um bocado também. Mas o que pensei renderá alguns textos aqui no blog nessa ‘entresafra’ para os são-bentistas.

Momento que deve ser usado para fortalecer ainda mais o Bentão fora das quatro linhas. Porque ano que vem não vai ter outra: vamos subir, Bento!!!

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// 25.03.2010 às 12:17 am // 49 Comentários »

São Bento 2 x 1 União São João

Estamos vivos!

O time jogou como a torcida quer ver: pra cima, sem medo de atacar.

O resultado dessa postura veio com um minuto de jogo: Ray, que estava endiabrado, fez uma boa jogada e conquistou escanteio. Ortiz cobrou e, no rebote, Ray (ele mesmo) mandou pra dentro.

Jogo fácil? Até poderia ser se os homens de preto, ou melhor, de amarelo (sugestivo não?) entrassem em ação mais uma vez.

Parecia replay do jogo contra a Catanduvense. O bandeirinha que acompanhava o nosso ataque só sabia marcar impedimentos contra o Bentão. E ele não estava sozinho: o árbitro cometeu uma série de trapalhadas, a maior delas na marcação do pênalti de Cléber em cima do atacante do União.

Feita a lambança, o juizão não se contentou: Fernando Vizotto defendeu a cobrança, mas seguindo a marcação de seu assistente, o homem do apito invalidou a batida. Não deu outra: na segunda cobrança o União converteu.

O time, que estava embalado, sentiu o gol adversário e diminuiu o ritmo. Em alguns momentos estava mais perto do time de Araras virar o jogo do que o Bentão retomar a vantagem.

A partida ficou tensa, com direito a bola no travessão do Vizotto. Tensão que duraria até a metade do segundo tempo.

Mas lembra que falei que Ray estava endiabrado? Pois é, o atacante pegou a bola na entrada da área e foi cortando os zagueiros. No terceiro corte, uma canela parou a jogada. Falta.

Isso já era pra mais da metade do segundo tempo. O CIC prendeu a respiração na cobrança de Julio Madureira. A bola caprichosamente bateu na trave. Mais caprichosamente ainda, bateu nas costas do goleiro e entrou.

Sim, o gol não foi de falta. O blogueiro sofreu um lapso de memória e misturou uma jogada com a outra.

Mas o gol foi sofrido, de bola caprichosa. E foi do Madureira!

Bentão na frente e Bentão que brigará até a última rodada para se classificar.

Depois do apito final, podemos ver como no elenco existem jogadores e ‘jogadores’. Fernando Vizotto caiu em lágrimas, emocionado com a resposta que o time deu em campo após a pequena crise que havia se instalado após o jogo contra o Votoraty. Esse é um cara que merece o respeito da torcida. Tem caráter e sentimento pelo São Bento.

Já outros voltaram a dar declarações ‘atravessadas’ para a Cruzeiro do Sul. A diretoria tem que chamar esses caras e perguntar se eles querem mesmo defenderem as cores do São Bento.

Domingo o são-bentista já tem compromisso: temos que ir até São José dos Campos, empurrar o time rumo à segunda fase. A tarefa é inglória: vamos ter que ganhar do time da casa e torcer para que Votoraty e União Barbarense percam para times que já estão mortos no campeonato.

Mesmo se a classificação não vier, temos que marcar presença para passar o recado: aqui é tradição e uma torcida que faz a diferença. Se alguns desse elenco preferem jogar para estádios vazios num clube-empresa, sem pressão, boa sorte. Não queremos ver corpo mole ou ouvir declarações infelizes daqui para a frente.

Tá difícil, mas eu ainda acredito! Sempre!

Hoje a falta de fotos não é motivada pela repressão policial, como aconteceu no jogo em Votorantim.

O problema agora é, ainda, as dificuldades que estou tendo em jogos durante a noite. A lente da minha câmera quebrou ainda durante o sub-20, no ano passado. Estou com uma lente reserva, de péssima qualidade para se fazer fotos noturnas.

Desse modo, peço para que aqueles que tenham feito imagens que as enviem para o email vamossubirbento@gmail.com.

Se quiserem fazer uma vaquinha para que eu possa concertar consertar a lente, também não reclamo. (Rárárá)

Veja os gols da partida:

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// 22.03.2010 às 10:44 am // 28 Comentários »

Votoraty 2 x 1 São Bento

Mais um daqueles jogos para esquecer.

Mais um jogo em que saímos derrotados não apenas no placar, mas também moralmente. O time perdeu e não jogou, esteve entregue em campo.

Descrever as medonhas jogadas de nossos jogadores não é uma tarefa para a qual eu esteja com paciência suficiente. No entanto posso resumir com poucas palavras: falhas de marcação (a mesmas de sempre), passes errados que podem ser contados em centenas, finalizações toscas e um apagão que durou 90 minutos.

Apesar de tudo isso, a esperança – esse sentimento que sempre insiste em aparecer nos corações dos torcedores – nos fez acreditar que a vitória seria possível.

O Votoraty fez dois e a goleada parecia inevitável. Ela só não veio porque o Votoraty tirou o pé no segundo tempo. Como o São Bento não marcava a saída da bola e tão pouco forçava os contra-ataques, o time da capital do cimento só administrou, deu ‘olé’ e tudo o mais.

O jogo ficou morno, do jeito que o adversário queria. Era hora de Zé Luís entrar em ação e fazer com que a esperança se transformasse em realidade.

Mas depender de Zé Luís é muito difícil. Mais uma vez ele estava vendo outro jogo: Fabiano não jogava nada para as centenas de são-bentistas que estavam nas arquibancadas do Domenico, mas ele, mais uma vez, preferiu sacar Ortiz e deixar o atacante, que não produzia absolutamente nada em campo.

De duas uma: ou Zé Luís tem sérios problemas para enxergar o jogo ou temos sérios problemas nos bastidores do nosso clube. Queridinhos do treinador, por exemplo.

Marcão também não fez nada que fosse digno de nota e continuou em campo.

Vale nota a irresponsabilidade de Leandro Melo e Da Silva que, em duas jogadas onde a inteligência passou longe, levaram vermelho e estão fora do jogo de quarta, contra o União São João. Joguinho fácil, fácil.

Como já disse, a rodada foi uma mãe para o São Bento. Apesar do vacilo, América e São José também perderam e a chances de classificação ainda não foram sepultadas.

Todas as fichas estarão em jogo na quarta, conta o União São João, no CIC. É o último comprovante do meu carnê de ingressos. A última esperança.

Se não ganharmos, apenas um milagre colocará o São Bento na segunda fase.

Eu ainda tento acreditar. Acreditaria mais se o Zé Luís ficasse em casa e passasse o bastão para Adinam, nosso goleiro reserva que durante o segundo tempo se mostrou irritado com o treinador. Parecia que ele queria mostrar que o jogo que acontecia era muito diferente daquele que Zé Luís enxergava.

* Hoje não temos fotos. A Polícia Militar não permitiu a entrada do equipamento fotográfico, alegando que ele poderia ser utilizado como ‘arma’. Quando me falara isso, na entrada, fiquei puto, mas depois percebi que eles tinham razão. Se estivesse com a câmera na mão, poderia mesmo jogar ela na cabeça de um dos jogadores de azul que se arrastavam em campo.

* A cena triste do jogo ficou por conta do comportamento do nosso presidente, que bateu boca com um torcedor que reclamou do time. Infelizmente, certos comportamentos não se vão junto com as mudanças de diretoria.

* Já Fabiano acabou trazendo à tona o problema do atraso no pagamento dos salários dos jogadores. Como esse é um assunto que rende muito, ainda hoje voltarei para falar sobre o tema.

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// 14.03.2010 às 8:58 pm // 35 Comentários »

São Bento 3 x 1 Osvaldo Cruz

Depois de muito tempo, podemos ver o São Bento jogando no CIC como queríamos ver. O time pressionou o Osvaldo Cruz desde o começo, criou chances de gols e, na metade do primeiro tempo, já ganhávamos por 2 a 0.

Mas nem tudo é perfeito. A forte chuva que caiu no final do primeiro tempo ‘esfriou’ o time. O ímpeto que víamos nos primeiros minutos foi levado pelas águas.

Os jogadores pareciam contentes com os dois gols de diferença, apesar do Osvaldo Cruz mostrar a cada lance a sua fragilidade, indicando que a vantagem ainda era pequena. Gols que não se faziam necessários apenas para demonstrar a superioridade do alvi-celeste em campo, mas principalmente pela tabela: mais três gols e o Bentão voltaria ao G8, justamente pelo saldo de gols.

Quando os 2 a 0 pareciam definitivos, Madureira recebeu na área e não perdoou. O time reacendeu e parecia que, apesar dos pesares, o saldo poderia ser feito. O ataque voltou a criar. No entanto, o preciosismo dos atacantes não permitia que os gols saíssem. Tinha sempre um toquinho a mais, um corte pro lado errado ou finalizações toscas. Contei um gol perdido de Rai e, pelo menos, duas chances claras desperdiçadas por Celsinho.

Ao menos o gol do azulão ainda não havia sido vazada. Parecia que, após um mês, terminaríamos a partida sem levar gols.

Parecia.

A zaga vacilou nos contra-ataques no final da partida. No primeiro lance, o atacante adversário furou, num lance medonho. Mas na segunda oportunidade, eles não pendoaram: o atacante levantou a bola para o jogador que vinha de trás, que dominou no peito e fuzilou, de primeira. Foi o 25º gol que o São Bento levou em 16 jogos.

No final, ficou a sensação de lição de casa cumprida, mas o futebol apresentado não surpreendeu ou animou a torcida.

Torcida que não compareceu no mesmo volume dos jogos anteriores e fez com que o público da partida fosse um dos menores nas partidas disputadas no CIC desse ano, se não o menor.

Agora é invadir Votorantim e empurrar o time para a vitória contra o Votoraty, numa típica ‘partida de seis pontos’. É ganhar e voltar para o G8.

Eu acredito! Vamos subir, Bento!

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