fev 10, 2011

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Acabou o tempo da virada de mesa

Happy President's Day
Creative Commons License photo credit: Cayusa

O São Bento é assunto que gera audiência, vende jornal e alimenta paixões. Ainda mais quando o clube entra em crise.

Veja a manchete dos jornais. Ouça as rádios. Assista a TV. Tá lá: gente polemizando a dura realidade do azulão.

A edição do “Cruzeiro Esporte Clube”, da Cruzeiro FM, dessa quinta-feira foi São Bento do início ao fim. Início, diga-se de passagem, bem complicado: o apresentador Jorge Vinícius vociferava a saída da atual diretoria do clube e a chegada de um “grande empresário” para assumir o clube.

A solução que ele apontava era simples: saía o presidente e toda a diretoria. “Limpar a casa”, como ele disse. No lugar, entraria um empresário com muito dinheiro e que conhecesse o futebol. Dinheiro suficiente para pagar as dívidas, construir um centro de treinamento e contratar os tais oito ou nove jogadores que Serrão disse serem necessários para salvar o time do rebaixamento.

Duro é achar um empresário desse na próxima esquina.

Resumindo: é como se a mega-sena acumulada de ontem tivesse saído para esse blogueiro. 46 milhões ajudariam bastante o São Bento…

Além de absurda, a proposta trazia embutida a ideia de um golpe, uma virada de mesa. Afinal, hoje o clube tem um estatuto reformado, quadro de sócios e um presidente com mandato.

Podemos ter muitas críticas à diretoria e os comentários do texto anterior demonstram que elas existem, no entanto não podemos negar o grande feito da atual administração: com a campanha de sócios acabou aquele papo de empresário da cidade que se vende como salvador do nosso destino.

Hoje funciona assim (vou ser bem didático): quer ser presidente ou conselheiro? Seja sócio contribuinte. Contribua ao menos um ano com o clube. Aí sim você poderá votar e ser votado nas Assembleias do clube.

Acabou o tempo da virada de mesa.

Não consegui engolir tamanho absurdo e liguei na Cruzeiro. A resposta: não haveria participação de ouvintes na edição, uma vez que o programa seria interrompido pelo horário gratuito concedido aos partidos políticos.

Insisti e enviei e-mail contra o discurso apocalíptico e golpista. Leram a mensagem no ar, fazendo pouco caso com a minha opinião.

Todos sabem que sou calmo, até demais. Mas o sangue subiu. Liguei novamente para o estúdio da emissora e pedi direito de resposta.

Me colocaram no ar e falei tudo o que escrevi aí em cima.

Depois do horário político, entrou mais um torcedor. Depois mais um e mais um… Resultado: passavam-se das 21h e o programa ainda estava no ar, falando de São Bento.

Muito torcedor falou besteira, sem conhecer o que é o estatuto do clube. No entanto, tivemos participações merecedoras de nota.

O grande Sidnei, torcedor de arquibancada há mais de 40 anos, líder do batuque da nossa torcida e fundador da “Falcão Azul”, falou tudo o que queria falar, com a serenidade que não consegui ter. Me faltam ainda mais uns 30 anos de arquibancada para chegar nesse nível.

Vejo que há, na torcida, uma grande confusão entre o que é time, diretoria e clube.

Podemos (e devemos) cobrar e criticar time e diretoria quando as coisas não saem como deveriam. Eu mesmo já sou taxado como “o chato” por muitos exatamente por fiscalizar e cobrar aqui nesse espaço.

No entanto não podemos aceitar que a imagem do clube seja colocada no lixo. Temos que defender nossas cores como gostaríamos de ver nossos zagueiros defendendo nossa meta do time adversário.

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mar 4, 2010

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Saiu no jornal

por William Alves

O jornal ‘Bom Dia’ de hoje trás matéria repercutindo a organização da ‘Carreata do Bentão’.

Também hoje, o ‘Diário de Sorocaba’ também publicou texto sobre a movimentação da torcida do azulão para o dérbi.

Então é isso. Sábado a gente se vê na carreata e depois parte para comemorar a vitória sobre a turma do Reverendo.

Vamos subir, Bento!

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fev 3, 2010

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Biblioteca do futebol sorocabano

Por Adriano Castor

O que dizer quando nos jogos do alvi-celeste nas décadas dos anos 60 , 70, 80 até os dias de hoje, quando tínhamos apenas os rádios a pilha ou até mesmo aqueles grandes rádios que possuíamos na salas de nossos avós, para ouvir uma transmissão esportiva.

Em nossa cidade, conseguíamos enxergar através do rádio sim, através do som que se propagava através da “caixinha da emoção” para alegria ou tristeza de muitos torcedores na cidade de Sorocaba.

Quem não lembra do J. Bonora, qualquer jornalista que nós ouvimos no dia a dia de hoje, seja ele Flávio Moraes, Nilson César, Wander Pfeifer, Alexandre Moretto , Fernando Carriel, Demétrius Gárcia e inclusive hoje eu, que passamos pelas mãos desse mestre do rádio e da comunicação.

Conhecido como a biblioteca do futebol sorocabano, sempre com o seu andar calmo e sereno e até os dias de hoje com comentários sempre interessantes e precisos. Sempre que nós jornalistas e radialistas olhamos para nossas vidas, sempre lembramos do exemplo que ele sempre nos passava.

Pai do Jornalista Esportivo na cidade de Sorocaba, com um acervo enorme em seu mini escritório, localizado ao canto de sua residência, mesmo com a velha maquina de datilografar, todas as fichas dos jogos do E.C São Bento, em torno de mais de 50 anos de registro que ele possuía.

Torcedor fanático pelo azulão de Sorocaba, sempre escondeu pois sua profissão e sua ética sempre estava a frente, ele nos deixa, em mais um ano de mudanças para o futebol sorocabano e para o rádio também.

Lembro com muita dor no coração quando conversei com ele na tarde de segunda feira, quando comentávamos a efetivação de José Luís Drey no cargo de técnico do E.C. São Bento. Sempre muito vigoroso em seus comentários, me disse tais palavras que jamais esquecerei, e com essas palavras quero terminar a pequena homenagem que eu possa fazer, pois J. Bonora merece muito mais que essas palavras.

“O São Bento encontrou seu caminho e, com certeza Castor, esse ano você grita o acesso do azulão”

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mai 22, 2009

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A carta

O clube vive um momento importante. Sem jogos do time principal, os bastidores começam a se movimentar e já podemos enxergar um horizonte diferente para o Bento.

Sentindo isso, há exatamente uma semana atrás enviei uma carta ao jornal Bom Dia para divulgar minha opinião sobre o futuro e o presente do alvi-celeste.

Demorou, mas a carta foi publicada na edição de hoje, sexta-feira, dia 22 de maio. Infelizmente o jornal editou o texto para que ele coubesse no espaço dedicado aos leitores. Por isso, publico a íntegra da carta abaixo, com os trechos cortados pelo Bom Dia em itálico.

O editorial “Fim de papo”, publicado pelo Bom Dia no último dia 4 de maio, retomou um debate interessante: o São Bento é da cidade ou de um grupo particular?

Há tempos vemos os dirigentes do clube apelando na imprensa por “ajuda da cidade”. No entanto, como os sorocabanos vão se motivar a contribuir com um clube fechado, sem transparência e que só produz manchetes negativas quando o assunto é sua organização? Sintoma disso pode ser observado nos dias de jogos, com as arquibancadas do CIC cada vez mais vazias, restando apenas os poucos – mas fiéis – resistentes sãobentistas que pagam o seu ingresso e incentivam o time. Para esses abnegados não importa ganhar, não importa empatar, não importa perder. Torcer, torcer, torcer. Eles sabem que o São Bento é maior do que a incompetência daqueles que pensam ser donos do clube.

Apesar da paixão, não podemos esconder que o cenário atual é dos piores. Vergonhoso. Jogadores e outros funcionários do clube não recebem, as dívidas se acumulam e não conseguimos vislumbrar na atual diretoria sinais de que as tão necessárias mudanças ocorrerão. Apesar de alguns acertos no passado, o presidente do São Bento vem marcando sua gestão pela falta de transparência e pela truculência no trato de assuntos importantes para o clube. A essencial campanha de sócios, que geraria renda, aproximaria o clube dos sorocabanos e regularizaria os seus principais problemas jurídicos, passa longe dos planos da atual administração.

O processo de apresentação e apreciação das contas do ano de 2008 é um dos exemplos da falta de transparência que toma conta dos bastidores do clube. A Diretoria Executiva apresentou a demonstração das receitas e despesas sem as notas fiscais que comprovariam os gastos; com isso, passados dois meses, o Conselho Fiscal ainda não conseguiu dar o seu parecer.

Apesar de tudo isso, estou convicto de que a cidade quer, sim, o São Bento. Mas não o São Bento que está aí. Sorocaba quer um São Bento novo – transparente, organizado e democrático fora das quatro linhas e, consequentemente, vencedor dentro de campo.

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abr 12, 2009

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Pitacos alvi-celestes

Classificações
A combinação de resultados não veio. Na verdade, nenhum resultado que precisávamos aconteceu. Agora podemos chegar, no máximo, aos 27 pontos enquanto o oitavo lugar já tem 28.

Já a vaga para a Copa Paulista é possível, mas difícil. A disputa é com a União Barbarense, que tem a mesma pontuação do Bento, mas ganha no número de vitórias e no saldo de gols. Pra classificar, temos que ganhar do Sertãozinho e a Barbarense perder ou empatar com o Juventus. O porém é que, enquanto o nosso adversário jogará para conquistar uma vaga na fase final, o Juventus já está rebaixado e vai entrar em campo apenas para cumprir tabela. E com a moral lá embaixo.

Muito provavelmente esse foi o último jogo do time no ano. Ao menos guardaremos uma boa impressão do elenco.

Pisando na bola
A diretoria deu mais uma pisada na bola com a torcida. A bilheteria foi aberta apenas às 9h40, vinte minutos antes do início do jogo. Pelo visto, teve gente que perdeu a hora depois dos embalos do sábado de sábado a noite.

Mãe Dinah digital
A turma do “Futebol Interior” errou feio nos seus palpites do começo do ano. A Turma do Reverendo, que pra eles seria campeã, nem se classificou. Pelo contrário, está atrás do Bento na tabela. Bento que, para eles seria rebaixado.

Penso que já passou da hora desse site fechar a porta e mudar de ramo.

Tchau, Bafo
O Comercial, aquele time com torcida que recebeu os sãobentistas com pedradas caiu. Tchau, tchau.

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