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Por um novo Humberto Reale
A torcida quer um novo Humberto Reale. Esse é o resultado da enquete que perguntava o que deve ser feito no terreno do antigo estádio, na Nogueira Padilha. Do total de 35 votante, 43% querem voltar a torcer pelo time na antiga Rua dos Morros.
Logo atrás, com 34% dos votos, estão os que são a favor da construção de um centro de treinamento e de área social.
Para ver a atual situação da área, confira a galeria de fotos da visita que fiz ao antigo Humberto Reale.
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Centro de treinamento ou estádio?
O que temos hoje: um terreno e torres enferrujadas
O post sobre a situação atual do que um dia foi o Humberto Reale levantou um debate interessante: a área deve ser aproveitada para a construção de um centro de treinamento (CT) ou para a reconstrução de um estádio pŕoprio para o clube?
Na comunidade do São Bento no orkut os torcedores são pela construção de um novo Humberto Reale:
Luiz Carlos, pensa que o estádio também serviria como espaço para treinamento, assim a construção apenas de um CT não vale a pena. Guilherme, também é contra o projeto atual. Ele lembra que o público que comparece aos jogos não supera os 4 mil, assim um estádio pequeno atende as necessidades do clube.
Eu, no entanto, penso diferente. É claro que ver o time jogando no estádio reconstruído também é um sonho que passa em minha cabeça, mas depois de muito matutar concluí que um espaço para treinamento com finalidade de sede social é vais vantajoso para o São Bento.
O CIC tem muitos problemas: falta de estacionamento, distribuição ruim das torcidas e, principalmente, a distância do público do campo que, quando somada ao tamanho do estádio, diminui (e muito) a pressão sobre os adversários. Mas apesar de todos os pesares, acolhe razoavelmente bem a torcida e os que trabalham nos jogos. Construir um estádio menor tendo o CIC à disposição é gastar o dinheiro que não temos em algo que não precisamos.
Se o Humberto Reale estivesse com sua estrutura minimamente conservada e fosse necessária apenas uma reforma, acharia a idéia válida. Mas o que vi na visita foi apenas um terreno, um bocado de entulho e as quatro grandes torres de iluminação, que a ferrugem toma conta. Não poderíamos ter deixado que o nosso estádio, de tantas histórias, viesse abaixo. Agora as coisas ficaram (bem) mais complexas.
Pensemos no futuro do clube: qual um dos maiores entraves para o clube não possuir sócios e receber todos os benefícios que um grande quadro de associados pode trazer? A falta de um clube social, não é mesmo? Pois bem, o “centro de treinamentos” da Nogueira Padilha pode ser esse espaço. Uma quadra poliesportiva e uma academia estão no projeto e podem ser abertas aos sócios.
Você não toparia pagar R$20 por mês e poder usufruir dessa estrutura, além de contribuir com o clube? Se duas mil pessoas toparem, serão 40 mil reais todo mês no caixa do clube.
Ainda pensando no futuro: temos que lutar para voltar a disputar competições nacionais e nesse trajeto podemos transformar o estádio reconstruído em um “elefante branco”, afinal o “Regulamento Geral das Competições”, que rege os torneios organizados pela CBF, afirma que a partir de 2011 para se disputar a fase final da Série D (a Série D!) o clube tem que dispôr de um estádio para, no mínimo, 10 mil pessoas.
O que concluí (parcialmente) com essa troca de idéias é que apesar dos sonhos da torcida, seja pela recontrução do estádio ou pela construção da sede social, fica o alerta de que são apenas sonhos.
O que temos hoje, reafirmo, é um terreno com quatro torres enferrujadas.
Hoje passei em frente ao Humberto Reale e, novamente, não tinha niguém trabalhando no campo para se fazer cumprir o contrato da Traffic, que é mínimo perto de nossas necessidades.
O debate continua mais quente do que nunca. Deixe o seu comentário.
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Muito longe do prometido
Quem está acompanhando a Copa São Paulo de Futebol Junior deve ter percebido a ausência do São Bento. Nos últimos anos o clube ‘participou’ do torneio de uma forma bem peculiar: emprestou o seu nome para o Grupo Traffic.
Parece estranho mas é isso mesmo: a Traffic ‘alugou’ o nome do Sâo Bento para exibir os jogadores do Desportivo Brasil, clube administrado pelo grupo. Em troca receberia a reforma do Humberto Reale, que se transfomaria no centro de treinamentos do time.
Só que a empresa ficou enrolando o São Bento. Segundo o Presidente do Conselho, Luís Manenti, o clube cogitava até mesmo entrar com um processo judicial para que a Traffic cumprisse o contrato. Informações de dezembro.
Um mês depois a notícia era outra. A informação passada pelo vice-presidente Oswaldo Daniel, o Perdiga, por telefone, era de que as obras de reconstrução do Humberto Reale foram finalmente iniciadas. “Está na laje”. Essa foi a expressão utilizada pelo dirigente para demonstrar o quanto as obras estavam adiantadas.
Fiquei surpreso por tamanha evolução em um mês. Me animei, afinal poderíamos acompanhar o retorno do time para a sua “casa” ainda no primeiro semestre, acabando com a dependência de campos emprestados por empresas. Três meses era o prazo para a conclusão das obras.
Mas o que vi no Humberto Reale não foi bem isso. O terreno está bem mais limpo do que há um tempo atrás, boa parte do entulho foi retirada, a estrutura da arquibancada foi quase toda para o chão – sobraram apenas as colunas -, mas o que pude perceber, além disso, foram apenas algumas estacas demarcando o que virá a ser o campo de treinamento. Nenhum tijolo novo.

Das antigas arquibancadas sobraram apenas as colunas
Vale lembrar que a Traffic vai bancar apenas uma pequena parte da reforma: campo, alambrado e vestiários. No plano original ainda há ainda quadra poliesportiva coberta, setor administrativo, conjunto de vestiários, sala de atendimento médico ambulatorial, refeitório para atletas residentes, alojamento para 24 atletas, academia de ginástica, espaço de convivência e lazer, estacionamento e arquibancada para 300 pessoas.

Projeto apresentado pelo clube
Matéria do “Bom Dia”, de agosto, apresenta projeto de venda de azulejos para custear o restante das obras. Dá-lhe azulejo pra arrecadar os R$ 2 milhões necessários, conforme o vice-presidente afirmou para o jornal.
Hoje não tinha ninguém trabalhando no Humberto Reale. Consegui acesso ao campo com a contribuição do Luciano, que trabalha em uma loja de produtos de limpeza em frente ao estádio e guarda a chave do portão.
A imagem que ficou é a de abandono. Tem muita coisa para se fazer ali em três meses. Uma tarefa quase impossível.
O que espero é que a diretoria seja firme e cobre da Traffic o cumprimento do prazo.
Fazer o São Bento “voltar para casa” vai ser um passo importante na reestruturação do clube. Mas vamos ter que nos mobilizar para que todo o projeto seja executado e o estádio/centro de treinamento se transforme em um verdadeiro lar para a paixão alviceleste.
Confira as fotos da atual situação do Humberto Reale clicando aqui.
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Obras iniciadas no Humberto Reale
Rapidinha
Ontem falei pelo telefone com o vice-presidente do São Bento, Oswaldo Daniel.
Uma das informações que obtive é que (finalmente) a Traffic está cumprindo o contrato de reforma do Humberto Reale, que se transformará no centro de treinamento do clube. Segundo o dirigente, as obras devem estar concluídas em 3 meses.
No começo da próxima semana vou fazer uma visita ao antigo estádio na Nogueira Padilha para mostrar como vão as coisas.
Espero encontrar um lugar muito diferente das tristes imagens de antes da reforma:

Foto: Templos do Futebol
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