// 28.04.2010 às 11:12 pm // 16 Comentários »

Continuando o papo

De volta para terminar o relato do papo que tive com o presidente Manenti na última segunda-feira.

Faltou falar do que conversamos sobre categorias de base, reconstrução do Humberto Reale e a prestação de contas da movimentação financeira do clube.

Então vamos por partes:

Categorias de base
O ‘catadão’ montado pelo Davi para disputar o Paulista sub20 no ano passado foi desmontado, pois não havia perspectivas para a disputa de outros campeonatos e, principalmente, porque manter uma categoria de base custa muito dinheiro, o que, no momento, o clube não dispõe.

Para resolver o impasse, Luís Manenti afirmou que a diretoria estuda a possibilidade de firmar parceria com algum grupo interessado em realizar este trabalho.

Seria no molde clássico desse tipo de parceria: o ‘investidor’ ficaria com uma porcentagem dos direitos federativos dos jogadores profissionalizados e, em caso de transferência, ficaria com parte do valor.

Claro, não é o plano dos sonhos. Mas num futebol infestado por empresários e com um clube sem capacidade de investimento, é uma saída para retomar o trabalho nas categorias inferiores.

Antes uma porcentagem de alguma coisa nos cofres do clube e alguns ‘pratas da casa’ no time do que nada.

Prestação de contas
Um dos assuntos que mais tem rendido comentários negativos à diretoria é a falta de publicação dos balancetes da movimentação financeira do clube no site oficial.

Não é para menos: quando a nova diretoria assumiu, um dos discursos mais proferidos era o da transparência. A coisa funcionou por alguns meses. Mas as publicações pararam em dezembro e a torcida alviceleste, exigente que é, começou a reclamar.

Os argumentos de Manenti para justificar tais atrasos são os da falta de estrutura e o de dificuldades em acertos financeiros com credores.

No primeiro caso, o que teria acontecido é que o contador responsável pela produção dos balancetes não estava conseguindo trabalhar na sala instalada no CIC, uma vez que o espaço é muito reduzido para acomodar toda a equipe.

Já o outro problema seria que algumas dívidas precisam ser negociadas para, então, serem lançadas nos balancetes.

Manenti informou que uma sala foi alugada para que o contador trabalhar e que, nos próximos dias, os balancetes do primeiro trimestre estará à disposição.

Humberto Reale
O texto anterior já demonstrou que esse é um dos pontos que mais despertam interesse (e paixões) na torcida.

O sonho de ver o nosso antigo caldeirão na Nogueira Padilha reconstruído ainda bate forte no peito de muitos são-bentistas.
No entanto, deixo claro: os planos da diretoria não passam pela reconstrução do estádio, mas sim pela construção naquele local da sede administrativa, além de estrutura para o treinamento da equipe.

Esse é um ponto que merece um texto específico. Até porque estou com algumas fotos bem interessantes aqui: as que demonstram como o terreno estava antes das obras da Traffic, depois das obras e a situação atual.

Segure aí que já volto. Enquanto isso, deixe seu comentário.

// Categorias Geral, , , ,

// 13.04.2010 às 3:45 pm // 50 Comentários »

Dona Cida, uma são-bentista fanática

por Benjamim Pesce

Morreu no começo da tarde de ontem, aos 81 anos, Maria Aparecida Silva Galvão. Alguns dos leitores do blog podem ter a conhecido, outros devem estar se perguntando o porquê deste leitor do blog estar citando este falecimento.

Dona Cida, como era conhecida, são-bentista fanática, vendeu rifas para arrecadar dinheiro para a compra de refletores para o Humberto Reale durante a sua construção. Seu marido, já falecido, também participou das obras do histórico campo.

O que pretendo com essa história? Com o amor que tenho por esse clube, quase centenário, assim como todos que lêem esse blog, é que poderíamos fazer algo para que esse nosso sonho, de ter o caldeirão novamente, se torne realidade.

Muita coisa boa tem sido feita nesses últimos meses para resgatar a tradição do azulão. Provamos nas arquibancadas do interior que queremos o São Bento novamente no lugar de onde nunca deveria ter saído, custe o que custar. Poderemos apoiar a diretoria, dar sugestões, arregaçar as mangas, tudo em pró da reconstrução da nossa casa novamente.

// Categorias Geral, ,

// 02.02.2010 às 6:08 pm // 14 Comentários »

Humberto Reale é dor de cabeça para vizinhos

O estádio Humberto Reale, que já foi palco de muitas alegrias para os sorocabanos que viviam nas casas da região da Nogueira Padilha, hoje é motivo de dor de cabeça para que é vizinho do terreno onde antes ficava o estádio do azulão.

Com as obras iniciadas pela Traffic no ano passado, que resultou na retirada completa da arquibancada e a reforma do gramado, moradores reclamam que suas casas estão apresentando rachaduras e infiltração de água. Segundo informações da produção de jornalismo da TV Sorocaba/SBT, que está produzindo uma matéria sobre a situação, muitas residências já foram condenadas.

A matéria deve ir ao ar ainda esta semana no telejornal ‘Noticidade’ da TV Sorocaba.

Mais um problema para a diretoria resolver. Problema que com um pouco de criatividade e ousadia pode virar solução: se o clube optar por adquirir os imóveis atingidos, resolve-se o problema e amplia-se a área para a construção do tão sonhado centro de treinamento e administrativo.

Sonho maior ainda é ver o Humberto Reale reconstruído. O São Bento tendo de volta o seu caldeirão. Mas aí é outro sonho, outra história…

// Categorias Geral,

// 03.02.2009 às 1:25 pm // Comente »

Por um novo Humberto Reale

A torcida quer um novo Humberto Reale. Esse é o resultado da enquete que perguntava o que deve ser feito no terreno do antigo estádio, na Nogueira Padilha. Do total de 35 votante, 43% querem voltar a torcer pelo time na antiga Rua dos Morros.

Logo atrás, com 34% dos votos, estão os que são a favor da construção de um centro de treinamento e de área social.

Para ver a atual situação da área, confira a galeria de fotos da visita que fiz ao antigo Humberto Reale.

// Categorias Geral, ,

// 16.01.2009 às 4:29 pm // 4 Comentários »

Centro de treinamento ou estádio?

O que temos hoje: um terreno e torres enferrujadas

O post sobre a situação atual do que um dia foi o Humberto Reale levantou um debate interessante: a área deve ser aproveitada para a construção de um centro de treinamento (CT) ou para a reconstrução de um estádio pŕoprio para o clube?

Na comunidade do São Bento no orkut os torcedores são pela construção de um novo Humberto Reale:

Luiz Carlos, pensa que o estádio também serviria como espaço para treinamento, assim a construção apenas de um CT não vale a pena. Guilherme, também é contra o projeto atual. Ele lembra que o público que comparece aos jogos não supera os 4 mil, assim um estádio pequeno atende as necessidades do clube.

Eu, no entanto, penso diferente. É claro que ver o time jogando no estádio reconstruído também é um sonho que passa em minha cabeça, mas depois de muito matutar concluí que um espaço para treinamento com finalidade de sede social é vais vantajoso para o São Bento.

O CIC tem muitos problemas: falta de estacionamento, distribuição ruim das torcidas e, principalmente, a distância do público do campo que, quando somada ao tamanho do estádio, diminui (e muito) a pressão sobre os adversários. Mas apesar de todos os pesares, acolhe razoavelmente bem a torcida e os que trabalham nos jogos. Construir um estádio menor tendo o CIC à disposição é gastar o dinheiro que não temos em algo que não precisamos.

Se o Humberto Reale estivesse com sua estrutura minimamente conservada e fosse necessária apenas uma reforma, acharia a idéia válida. Mas o que vi na visita foi apenas um terreno, um bocado de entulho e as quatro grandes torres de iluminação, que a ferrugem toma conta. Não poderíamos ter deixado que o nosso estádio, de tantas histórias, viesse abaixo. Agora as coisas ficaram (bem) mais complexas.

Pensemos no futuro do clube: qual um dos maiores entraves para o clube não possuir sócios e receber todos os benefícios que um grande quadro de associados pode trazer? A falta de um clube social, não é mesmo? Pois bem, o “centro de treinamentos” da Nogueira Padilha pode ser esse espaço. Uma quadra poliesportiva e uma academia estão no projeto e podem ser abertas aos sócios.

Você não toparia pagar R$20 por mês e poder usufruir dessa estrutura, além de contribuir com o clube? Se duas mil pessoas toparem, serão 40 mil reais todo mês no caixa do clube.

Ainda pensando no futuro: temos que lutar para voltar a disputar competições nacionais e nesse trajeto podemos transformar o estádio reconstruído em um “elefante branco”, afinal o “Regulamento Geral das Competições”, que rege os torneios organizados pela CBF, afirma que a partir de 2011 para se disputar a fase final da Série D (a Série D!) o clube tem que dispôr de um estádio para, no mínimo, 10 mil pessoas.

O que concluí (parcialmente) com essa troca de idéias é que apesar dos sonhos da torcida, seja pela recontrução do estádio ou pela construção da sede social, fica o alerta de que são apenas sonhos.

O que temos hoje, reafirmo, é um terreno com quatro torres enferrujadas.

Hoje passei em frente ao Humberto Reale e, novamente, não tinha niguém trabalhando no campo para se fazer cumprir o contrato da Traffic, que é mínimo perto de nossas necessidades.

O debate continua mais quente do que nunca. Deixe o seu comentário.

// Categorias Sem categoria, , ,