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47 anos da conquista do 1º acesso do São Bento à Primeira Divisão
por Luiz Carlos Éden
Ano de 1962, enquanto a Seleção Brasileira brilhava em campos chilenos pelo Campeonato Mundial em busca do bi-campeonato, a diretoria do E.C. São Bento, presidida por Rivaldo Costa Oliveira, contratou o experiente Técnico Wilson Francisco Alves, o Capão, na tentativa de conseguir seu objetivo maior, o inédito acesso à elite do futebol paulista.
O Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962, atual A2, iniciou-se em julho, terminado a 1ª fase na metade do mês de dezembro. O E.C. São Bento realizou uma grande campanha na 1ª fase, sagrando-se Campeão da Série “José Ermírio de Moraes Filho” e foi à final do campeonato contra o América F.C., de São José do Rio Preto, Campeão da Série “João Mendonça Falcão”.
Finais: 2 jogos; 2 empates
Pela luta ao acesso, no primeiro jogo, realizado em 10 de fevereiro, um empate em São José do Rio Preto em 0 a 0 e outro em Sorocaba em 1 a 1, jogo realizado no dia 17 de fevereiro.
Assim, conforme as regras da FPF, E.C. São Bento e América F.C. são obrigados a realizarem o terceiro e decisivo jogo, desta vez em campo neutro, o Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo.
A Grande Final
Dia 22 de fevereiro de 1963, aquela sexta-feira, véspera de carnaval ficaria marcada pra sempre na história do Esporte Clube São Bento de Sorocaba.
Cerca de 3.000 torcedores beneditinos foram a São Paulo incentivar o São Bento naquela decisão. Caravanas formadas por peruas, carros particulares e trens especiais que foram colocados pela EFS – Estrada de Ferro Sorocabana à disposição da torcida.
1º Tempo: 0 a 0
Jogo tenso e o placar permaneceu inalterado, tudo como começou, 0 a 0.
2º Tempo: 1 a 1
Nestor abre o placar aos 16 minutos para festa da torcida azul e branco, mas Dirceu empata nove minutos depois para festa da torcida americana.
O arbitro Anacleto Pietrobom apita final do tempo normal, onde o empate em 1 a 1 persistiu no marcador.
Prorrogação
Iniciou-se a prorrogação e aos 12 minutos do primeiro tempo, Bazzaninho lança Paraná pela esquerda, o ponteiro entra em diagonal na área americana, passa por dois adversários e serve o centro avante Picolé que só teve o trabalho de empurrar a pelota para o fundo da meta do goleiro Reis. São Bento 2 a 1 e a inédita conquista, o Título de Campeão do Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962 e conseqüentemente, seu primeiro acesso à Divisão Especial (A-1).
Ficha Técnica
SÃO BENTO 2×1 AMÉRICA
Motivo: Decisão – 3º Jogo
Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962
Data: 22 de Fevereiro de 1963
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo / SP
Renda: Cr$ 5.371.850,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Nestor e Picolé (São Bento), Dirceu (América)
São Bento: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundo, Cabral, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Técnico: Wilson Francisco Alves, o Capão
América: Reis; Murilo, Gutemberg e Ambrósio; Fogueira e Renatinho; Colada, Sapucaia, Valter, Cuca e Dirceu.
Técnico: João Avelino, o 71
Campanha
1ª Fase
Série “José Ermírio de Moraes Filho”
1º Turno
São Bento 4 x 2 XV de Jaú
Bragantino 1 x 2 São Bento
São Bento 4 x 1 Paulista
Elvira 3 x 0 São Bento
São Bento 3 x 1 Nacional
Ponte Preta 1 x 2 São Bento
São Bento 3 x 0 Irmãos Romano
Estrada 1 x 3 São Bento
São Bento 1 x 1 Portuguesa Santista
Ferroviária (Botucatu) 2 x 1 São Bento
2º Turno
São Bento 6 x 1 Bragantino
Nacional 0 x 2 São Bento
Irmãos Romano 1 x 1 São Bento
São Bento 3 x 0 Ponte Preta
Paulista 0 x 2 São Bento
São Bento 2 x 1 Ferroviária (Botucatu)
Portuguesa Santista 3 x 1 São Bento
São Bento 2 x 1 Estrada
São Bento 2 x 1 Elvira
XV de Jaú 2 x 1 São Bento
Final
América 0 x 0 São Bento
São Bento 1 x 1 América
São Bento 2 x 1 América
23 Jogos: 15 Vitórias, 4 Empates e 4 Derrotas
48 Gols pró e 25 Gols Contra = Saldo 23 Gols
Heróis do 1º Acesso
Presidente: Rivaldo Costa Oliveira
Técnico Wilson Francisco Alves; o Capão
Jogador e Auxiliar Técnico: Mickey
Jogadores Titulares: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundinho, Cabralzinho, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Reservas: Ceci, Bassi e Zezinho (Goleiros), Luís, Gibe, Nei Silva, Didié, Afonsinho, Biter, Gilson.
Curiosidade
Os jogadores estavam com três meses sem receber os salários, mesmo assim honraram a camisa alvi-celeste. O presidente Rivaldo Costa Oliveira, com havia prometido, pagou os salários atrasados a todos os jogadores.
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São Bento x Flamengo: confrontos sem empate

por Luiz Carlos Éden
Nesta quarta-feira Flamengo e São Bento irão realizar o confronto de nº 11 na história entre os dois clubes em jogos válidos pelos campeonatos paulistas.
Flamengo de Guarulhos e São Bento se confrontam em campeonatos paulistas desde 2001 e uma das curiosidades na história destes confrontos entre o Corvo e o Azulão Sorocabano é que nunca ocorreu um empate em 10 jogos realizados até aqui. Outra curiosidade é que das cinco vitórias conquistadas pelo Flamengo, quatro foram em Sorocaba, o mesmo acontecendo com o São Bento que conquistou quatro vitórias em Guarulhos das cinco que conquistou.
A única vitória do São Bento diante do Flamengo de Guarulhos em Sorocaba, ocorreu no dia 7 de maio de 2005, 2 a 0, vitória que decretou o rebaixamento do “Corvo” à Série A3, ano em que o São Bento conquistou seu 2º acesso à Primeira Divisão do Futebol Paulista, a Série A1.
JOGOS
Série A3
2001 – Flamengo 2 x 1 São Bento
2001 – São Bento 1 x 4 Flamengo
Série A2
2002 – Flamengo 0 x 3 São Bento
2003 – Flamengo 1 x 2 São Bento
2003 – São Bento 0 x 1 Flamengo
2004 – São Bento 0 x 1 Flamengo
2004 – Flamengo 0 x 4 São Bento
2005 – Flamengo 0 x 1 São Bento
2005 – São Bento 2 x 0 Flamengo
2009 – São Bento 1 x 4 Flamengo
RETROSPECTO
10 Jogos: 5 vitórias do São Bento e 5 vitórias do Flamengo
15 Gols marcou o São Bento e 13 Gols marcou o Flamengo
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Biblioteca do futebol sorocabano
Por Adriano Castor
O que dizer quando nos jogos do alvi-celeste nas décadas dos anos 60 , 70, 80 até os dias de hoje, quando tínhamos apenas os rádios a pilha ou até mesmo aqueles grandes rádios que possuíamos na salas de nossos avós, para ouvir uma transmissão esportiva.
Em nossa cidade, conseguíamos enxergar através do rádio sim, através do som que se propagava através da “caixinha da emoção” para alegria ou tristeza de muitos torcedores na cidade de Sorocaba.
Quem não lembra do J. Bonora, qualquer jornalista que nós ouvimos no dia a dia de hoje, seja ele Flávio Moraes, Nilson César, Wander Pfeifer, Alexandre Moretto , Fernando Carriel, Demétrius Gárcia e inclusive hoje eu, que passamos pelas mãos desse mestre do rádio e da comunicação.
Conhecido como a biblioteca do futebol sorocabano, sempre com o seu andar calmo e sereno e até os dias de hoje com comentários sempre interessantes e precisos. Sempre que nós jornalistas e radialistas olhamos para nossas vidas, sempre lembramos do exemplo que ele sempre nos passava.
Pai do Jornalista Esportivo na cidade de Sorocaba, com um acervo enorme em seu mini escritório, localizado ao canto de sua residência, mesmo com a velha maquina de datilografar, todas as fichas dos jogos do E.C São Bento, em torno de mais de 50 anos de registro que ele possuía.
Torcedor fanático pelo azulão de Sorocaba, sempre escondeu pois sua profissão e sua ética sempre estava a frente, ele nos deixa, em mais um ano de mudanças para o futebol sorocabano e para o rádio também.
Lembro com muita dor no coração quando conversei com ele na tarde de segunda feira, quando comentávamos a efetivação de José Luís Drey no cargo de técnico do E.C. São Bento. Sempre muito vigoroso em seus comentários, me disse tais palavras que jamais esquecerei, e com essas palavras quero terminar a pequena homenagem que eu possa fazer, pois J. Bonora merece muito mais que essas palavras.
“O São Bento encontrou seu caminho e, com certeza Castor, esse ano você grita o acesso do azulão”
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Gosto não se discute. Se lamenta.

Mickey teve sua merecida homenagem no dia em que o São Bento completou 95 anos, por mais que a diretoria não tenha tocado no assunto do aniversário do clube.
A homenagem foi merecida, mas Mickey merecia também uma camisa que representasse sua história no clube. O que, definitavamente, não acontece com a camisa-padrão produzida pela PSC Sports, empresa responsável pela coleção “Esse time tem história”, que, segundo a diretoria, será composta de várias camisetas, a serem lançadas gradualmente, cada uma representando um jogador que, além da homenagem estampada, receberá uma porcentagem da venda das peças.

Vários craques do passado estiveram presentes
Paguei os salgados R$ 40 por uma camiseta em silk-screen, com um rosto desfigurado do Mickey estampado na frente.
Fui muito animado para o lançamento, mas quando vi as (belas) meninas que cuidaram das vendas tirando as camisas dos pacotes, brochei. Não pelas meninas, mas sim pelas camisas.
Defendo que a ideia é muito boa e a atitude de repassar parte dos recursos arrecadados com as vendas para o homenageado, louvável. Mas sou daqueles que defendem a tese do “já que vamos fazer, façamos bem feito”. E nessa o pessoal pisou na bola.

Frente da camisa, com um Mickey desfigurado

Nas costas, o número silkado e o slogan da coleção

Detalhe do slogan da coleção
A facada só é amenizada pela sensação de se estar ajudando o clube. Sem ter que dar esmola na entrada do estádio.
Falando em gosto (ou desgosto), o site oficial do clube está (finalmente) no ar. Mas quem acessar www.ecsaobento.com não terá acesso a muitas informações e verá um layout bem feioso.
Como disse o nosso colaborador Renan Bismara, “Gosto não se discute. Se lamenta”.
Lamentemos e torcemos para que o desenho de nosso manto para 2010 não saia das mesmas cabeças que bolaram essas maravilhas do design.
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Data querida

Você sabe que dia é hoje?
Hoje é 14 de outubro. Há exatos 95 anos o Sorocaba Athletic Club morria e o São Bento nascia.
Sorocaba Athletic Club que foi fundado em 14 de setembro de 1913, por iniciativa de operários da Fábrica de Arreios de Ferreira & Cia. Depois seu nome foi mudado, por motivos desconhecidos, para Sport Club São Bento, em 14 de outubro de 1914.
Como não temos, por hora, nenhum estudo que comprove se o São Bento é fruto do Sorocaba Athletic Club ou desminta essa versão, prefiro fazer um mês de comemoração. Começa em 14 de setembro e termina em 14 de outubro o mês do Bentão.
Falando em festa, a nova diretoria perdeu a chance de fazer uma festa para juntar os novos e velhos são-bentistas para comemorar a data. Escrevi aqui que os novos diretores estavam planejando algo, mas a festa não vai acontecer.
O que teremos é o lançamento de uma camisa comemorativa, em homenagem ao grande Mickey, craque alviceleste dos anos 50 e 60.
Vai ser no Bar Stadium, a partir das 18 horas desta quarta-feira. Uma hora antes Luís Manenti irá apresentar um balanço dos primeiros meses de administração.
Sei que pensarmos em presidente apresentando balanço da gestão e lançamento de camisetas comemorativas há poucos meses atrás seria sonhar demais, mas é que com essa nova diretoria me acho no direito de ser exigente. Sei que eles podem (e devem) fazer muito pelo clube.
Estão fazendo muito, mas sempre estarei aqui para pedir um pouco mais.
Afinal, a festa dos 95 anos não seria a festa apenas dos 95 anos. Seria o marco da mudança.
Enfim, uma oportunidade perdida. Torçamos para que os nossos atacantes não vacilem assim quando a bola estiver pingando dentro da área.
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