Enviado por William Alves | 16 Comentários
Continuando o papo
De volta para terminar o relato do papo que tive com o presidente Manenti na última segunda-feira.
Faltou falar do que conversamos sobre categorias de base, reconstrução do Humberto Reale e a prestação de contas da movimentação financeira do clube.
Então vamos por partes:
Categorias de base
O ‘catadão’ montado pelo Davi para disputar o Paulista sub20 no ano passado foi desmontado, pois não havia perspectivas para a disputa de outros campeonatos e, principalmente, porque manter uma categoria de base custa muito dinheiro, o que, no momento, o clube não dispõe.
Para resolver o impasse, Luís Manenti afirmou que a diretoria estuda a possibilidade de firmar parceria com algum grupo interessado em realizar este trabalho.
Seria no molde clássico desse tipo de parceria: o ‘investidor’ ficaria com uma porcentagem dos direitos federativos dos jogadores profissionalizados e, em caso de transferência, ficaria com parte do valor.
Claro, não é o plano dos sonhos. Mas num futebol infestado por empresários e com um clube sem capacidade de investimento, é uma saída para retomar o trabalho nas categorias inferiores.
Antes uma porcentagem de alguma coisa nos cofres do clube e alguns ‘pratas da casa’ no time do que nada.
Prestação de contas
Um dos assuntos que mais tem rendido comentários negativos à diretoria é a falta de publicação dos balancetes da movimentação financeira do clube no site oficial.
Não é para menos: quando a nova diretoria assumiu, um dos discursos mais proferidos era o da transparência. A coisa funcionou por alguns meses. Mas as publicações pararam em dezembro e a torcida alviceleste, exigente que é, começou a reclamar.
Os argumentos de Manenti para justificar tais atrasos são os da falta de estrutura e o de dificuldades em acertos financeiros com credores.
No primeiro caso, o que teria acontecido é que o contador responsável pela produção dos balancetes não estava conseguindo trabalhar na sala instalada no CIC, uma vez que o espaço é muito reduzido para acomodar toda a equipe.
Já o outro problema seria que algumas dívidas precisam ser negociadas para, então, serem lançadas nos balancetes.
Manenti informou que uma sala foi alugada para que o contador trabalhar e que, nos próximos dias, os balancetes do primeiro trimestre estará à disposição.
Humberto Reale
O texto anterior já demonstrou que esse é um dos pontos que mais despertam interesse (e paixões) na torcida.
O sonho de ver o nosso antigo caldeirão na Nogueira Padilha reconstruído ainda bate forte no peito de muitos são-bentistas.
No entanto, deixo claro: os planos da diretoria não passam pela reconstrução do estádio, mas sim pela construção naquele local da sede administrativa, além de estrutura para o treinamento da equipe.
Esse é um ponto que merece um texto específico. Até porque estou com algumas fotos bem interessantes aqui: as que demonstram como o terreno estava antes das obras da Traffic, depois das obras e a situação atual.
Segure aí que já volto. Enquanto isso, deixe seu comentário.
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