O jogo deste domingo foi um retrato fiel do futebol paulista. Em um estádio moderno, no melhor estilo Copa 2014, estavam em campo um time tradicional do interior – interior que vem sofrendo com o abandono da Federação Paulista, que prioriza os times da capital – e um time de aluguel, como outros tantos que vem surgindo em nosso Estado.
Contrastando com a modernidade no concreto e no aço, o velho também se fez presente: o peso das “costas quentes”, do banditismo daqueles que fizeram do futebol um negócio lucrativo para bolsos privados e trampolim político para figuras nefastas.
O velho com cara nova: o time de aluguel e de prefeitura. Basta lembrar que o tal Sport Barueri tomou o lugar do Grêmio Barueri, que se foi para Presidente Prudente e virou Grêmio Prudentino num jogo do ganha-quem-paga-mais.
E os que operam o esquema pensam que a inteligência é algo que só eles possuem. Não é necessário mais do que meia dúzia de neurônio para se perceber que esse “público imaginário” que habitam as arquibancadas de alguns estádios esconde corrupção de todo tipo.
No moderno estádio, com nome de arena, se viu um jogo tacanho, do tempo do preto e branco.
Fica a lição de que não adianta votar nos que estão lá, perpetuados em seus cargos e esquemas. Não se consegue fazer esquema com quem já tem esquemas históricos. Não se deve fazer esquema com quem faz esquema.
O meu recado é esse. O resto deixo para que foi o viu todo o absurdo.
Domingo o São Bento entra em campo novamente para enfrentar o Barueri. O jogo será fora de casa, mas Barueri é logo ali.
Para quem estiver com a manhã de domingo livre e quiser acompanhar o Bentão (o que tem virado a única oportunidade de ver o time vencer), fica a dica: a torcida Força Azul está organizando caravana para Barueri.
O valor é R$ 25 (sem ingresso) e a van sairá às 9h da avenida Campos Sales, esquina com a rua Joana Dessoti Matiello, aonde está localizada a sede da torcida.
Os interessados devem reservar a sua vaga pelo telefone (15) 9115-4829.
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// 12.08.2010 às 12:11 am // Comente »
Uma semana depois, volto para alguns pitacos rápidos:
- Não vi, mas ouvi o jogo de domingo. Não gostei, mas como não vi não vou tentar amenizar ou aumentar a desgraça. O fato é que o time ainda não convenceu nesse segundo semestre.
- O tempo por aqui anda escasso, muito escasso. Então os textos aqui poderão rarear. Me esforçarei para manter ao menos a regularidade dos comentários pós-jogos.
- Alguns reforços estão chegando. Neizinho parece ser uma boa. Já o tal goleiro, que era reserva no São José, me deixa com o pé atrás. Melhor esperar para ver se o moço é bom. Torço para que seja melhor do que o Diego… e o Yamada!
Fui!
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Sim, o texto sobre o jogo demorou. É que falta motivação para escrever sobre o que aconteceu ontem.
Numa noite fria, pouco mais de 600 corajosos foram ao CIC na esperança de ver o Bento terminar a rodada na liderança do seu grupo na Copa Paulista. Bastava vencer o São Bernando, que dividia a ponta com o azulão.
Foi aquela história de sempre: nos primeiros minutos, pela bola que o time jogava, a torcida confiava na vitória. Foram diversas as jogadas que levaram perigo ao gol do time do ABC. Teve de tudo: bola na trave, cobrança de falta que parecia ter entrado… Mas o placar não saía no 0 a 0.
No segundo tempo o time esfriou junto com a temperatura no estádio. Quando o São Bento criava boa oportunidades, parava nas mãos do goleiro do São Bernardo, que teve noite inspirada.
Ao contrário, o goleiro do Bentão, Diego, teve uma atuação desastrada, selada por uma sequencia desastrosa.
Ataque do São Bernardo, Diego sai “na louca” do gol e tem que cometer falta, já fora da grande área, para não sofrer o gol. Recebe amarelo.
Na cobrança, a bola vai pelo alto e passa pela pequena área. Diego falha grotescamente, fura a bola. O ataque adversário não perdoa e marca.
Depois foi frio, frio, frio e muito pouco futebol.
O que valeu foram os minutos finais.
Aos 39 do segundo tempo, perdíamos por 2 a 0. Dois gols levados em cima de falhas do sistema defensiva do Bento.
Mas aos 40 um pênalti pro alviceleste, convertido por Luizinho.
Dois do Palmeiras-B expulsos e, aos 43, o empate.
Já era empate com sabor de vitória, mas virou vitória com sabor de jogo histórico: 45 minutos, escanteio pro Bentão. Ortiz foi pra bola, bateu direto pro gol.
Golaço! Olímpico! Virada!
O time está se acertando e ainda tem gente pra estreiar. Vamos que vamos, Bento!