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Conquistas que brilham
Aos poucos vamos devolvendo ao clube o que é dele de direito: suas conquistas, que construíram nossa história quase centenária de glórias.
Após entregar a Taça Trapani, de 1917, no aniversário de 98 anos do Azulão, em setembro do ano passado, mais duas taças estão em restauração e em breve poderão ser expostas.
Continue lendoEnviado por Luiz Carlos "Éden" | 23 Comentários
Há 49 anos
Depois de dois empates,0 a0 em São Josédo Rio Preto e1 a1 em Sorocaba, Esporte Clube São Bento e América Futebol Clube são forçados a realizar um 3º jogo em campo neutro para decidir quem será o campeão da Primeira Divisão (A2) de 1962 e consequentemente ascenderá a Divisão Especial (A1) de 1963.
A “Batalha do Pacaembu”
Noite de sexta-feira de carnaval, dia 22 de fevereiro de 1963, depois de grandes jogadas de ambos os lados, o 1º tempo da histórica partida termina empatado em0 a0. Destaque da 1ª etapa foi o goleiro Reis que realizou verdadeiros milagres.
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Uma taça e muitas dúvidas
O são-bentista Álvaro Mestre Ramos, assíduo frequentador do Bar do Arnaldo, havia me mostrado a foto abaixo durante o lançamento da revista BENTO. Isso foi no distante mês de dezembro do ano passado.
Ele reproduziu a imagem do livro e me enviou. Olha que beleza:

A foto é de 1963 e mostra os jogadores comemorando algo, em frente à Catedral, na Praça Cel. Fernando Prestes.
Pela data e pelo clima festivo, logo associei a imagem à conquista do acesso de 1962, que teve o seu jogo de desempate disputado em 1963 (foi contra o América de S.J. do Rio Preto, no Pacaembu).
No entanto, semana passada achei essa imagem no arquivo do jornal Cruzeiro do Sul, com legenda e tudo:

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Há 48 anos
POR LUIZ CARLOS ÉDEN

Foto do Jornal Cruzeiro do Sul mostra a recepção da cidade aos jogadores e dirigentes, no sábado dia 23/2/1963
Era noite de sexta-feira de carnaval do dia 22 de fevereiro de 1963. No terceiro jogo decisivo entre São Bento e América estava em jogo a única vaga no Campeonato Paulista da Divisão Especial de 1963 (A1).
Depois de um empate sem gols em São José do Rio Preto e outro empate em Sorocaba em 1 gol, o Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, foi o local determinado pela Federação Paulista de Futebol para a importante decisão.
Depois do término do período regulamentar, um novo empate insistia no marcador: 1 a 1.
Vem a prorrogação. A batalha já somava 282 minutos, quando o centro avante Picolé estufa as redes do goleiro Reis, São Bento: 2 x 1 América.
O placar seguiu o mesmo até trilar pela última vez o apito do árbitro da partida, o Sr. Anacleto Pietrobon (o Valussi). O Esporte Clube São Bento passava a fazer parte do grupo de Elite do Futebol Bandeirante, em sua honra e em honra ao futebol sorocabano.
Estava concretizado um sonho de dirigentes beneditinos, torcedores e toda Sorocaba esportiva. Sonho que vinha sendo perseguido por 10 longos anos de trabalho árduo e dedicação pelo clube que em toda sua história arregimentou o maior número de abnegados.
Aquele feito inédito conquistado pelo Esquadrão de Ouro comandado pelo saudoso técnico Wilson Francisco Alves, o Capão, era para toda Manchester Paulista jamais esquecer. Havia sido abrilhantado o trabalho de todos os presidentes que trabalharam sempre em prol do futuro promissor do Alviceleste, desde João Antunes (1913) a Rivaldo Costa Oliveira (1963), o “Presidente da Vitória”, e dos inúmeros nomes de todos aqueles que até o ano do cinquentenário do clube contribuíram pelo sucesso alcançado. Nomes que em apenas uma resenha esportiva seria quase impossível descrevê-los.
SÃO BENTO 2 x 1 AMÉRICA
Ficha técnica
Motivo: 3º Jogo da decisão.
Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962
Data: 22 de Fevereiro de 1963
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Renda: Cr$ 5.371.850,00
Arbitro: Anacleto Pietrobom.
Gols: Nestor e Picolé (São Bento), Dirceu (América)
São Bento: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundo, Cabral, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Técnico: Wilson Francisco Alves, o Capão
América: Reis; Murilo, Gutemberg e Ambrósio; Fogueira e Renatinho; Colada, Sapucaia, Valter, Cuca e Dirceu.
Técnico: João Avelino
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47 anos da conquista do 1º acesso do São Bento à Primeira Divisão
por Luiz Carlos Éden
Ano de 1962, enquanto a Seleção Brasileira brilhava em campos chilenos pelo Campeonato Mundial em busca do bi-campeonato, a diretoria do E.C. São Bento, presidida por Rivaldo Costa Oliveira, contratou o experiente Técnico Wilson Francisco Alves, o Capão, na tentativa de conseguir seu objetivo maior, o inédito acesso à elite do futebol paulista.
O Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962, atual A2, iniciou-se em julho, terminado a 1ª fase na metade do mês de dezembro. O E.C. São Bento realizou uma grande campanha na 1ª fase, sagrando-se Campeão da Série “José Ermírio de Moraes Filho” e foi à final do campeonato contra o América F.C., de São José do Rio Preto, Campeão da Série “João Mendonça Falcão”.
Finais: 2 jogos; 2 empates
Pela luta ao acesso, no primeiro jogo, realizado em 10 de fevereiro, um empate em São José do Rio Preto em 0 a 0 e outro em Sorocaba em 1 a 1, jogo realizado no dia 17 de fevereiro.
Assim, conforme as regras da FPF, E.C. São Bento e América F.C. são obrigados a realizarem o terceiro e decisivo jogo, desta vez em campo neutro, o Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo.
A Grande Final
Dia 22 de fevereiro de 1963, aquela sexta-feira, véspera de carnaval ficaria marcada pra sempre na história do Esporte Clube São Bento de Sorocaba.
Cerca de 3.000 torcedores beneditinos foram a São Paulo incentivar o São Bento naquela decisão. Caravanas formadas por peruas, carros particulares e trens especiais que foram colocados pela EFS – Estrada de Ferro Sorocabana à disposição da torcida.
1º Tempo: 0 a 0
Jogo tenso e o placar permaneceu inalterado, tudo como começou, 0 a 0.
2º Tempo: 1 a 1
Nestor abre o placar aos 16 minutos para festa da torcida azul e branco, mas Dirceu empata nove minutos depois para festa da torcida americana.
O arbitro Anacleto Pietrobom apita final do tempo normal, onde o empate em 1 a 1 persistiu no marcador.
Prorrogação
Iniciou-se a prorrogação e aos 12 minutos do primeiro tempo, Bazzaninho lança Paraná pela esquerda, o ponteiro entra em diagonal na área americana, passa por dois adversários e serve o centro avante Picolé que só teve o trabalho de empurrar a pelota para o fundo da meta do goleiro Reis. São Bento 2 a 1 e a inédita conquista, o Título de Campeão do Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962 e conseqüentemente, seu primeiro acesso à Divisão Especial (A-1).
Ficha Técnica
SÃO BENTO 2×1 AMÉRICA
Motivo: Decisão – 3º Jogo
Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962
Data: 22 de Fevereiro de 1963
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo / SP
Renda: Cr$ 5.371.850,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Nestor e Picolé (São Bento), Dirceu (América)
São Bento: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundo, Cabral, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Técnico: Wilson Francisco Alves, o Capão
América: Reis; Murilo, Gutemberg e Ambrósio; Fogueira e Renatinho; Colada, Sapucaia, Valter, Cuca e Dirceu.
Técnico: João Avelino, o 71
Campanha
1ª Fase
Série “José Ermírio de Moraes Filho”
1º Turno
São Bento 4 x 2 XV de Jaú
Bragantino 1 x 2 São Bento
São Bento 4 x 1 Paulista
Elvira 3 x 0 São Bento
São Bento 3 x 1 Nacional
Ponte Preta 1 x 2 São Bento
São Bento 3 x 0 Irmãos Romano
Estrada 1 x 3 São Bento
São Bento 1 x 1 Portuguesa Santista
Ferroviária (Botucatu) 2 x 1 São Bento
2º Turno
São Bento 6 x 1 Bragantino
Nacional 0 x 2 São Bento
Irmãos Romano 1 x 1 São Bento
São Bento 3 x 0 Ponte Preta
Paulista 0 x 2 São Bento
São Bento 2 x 1 Ferroviária (Botucatu)
Portuguesa Santista 3 x 1 São Bento
São Bento 2 x 1 Estrada
São Bento 2 x 1 Elvira
XV de Jaú 2 x 1 São Bento
Final
América 0 x 0 São Bento
São Bento 1 x 1 América
São Bento 2 x 1 América
23 Jogos: 15 Vitórias, 4 Empates e 4 Derrotas
48 Gols pró e 25 Gols Contra = Saldo 23 Gols
Heróis do 1º Acesso
Presidente: Rivaldo Costa Oliveira
Técnico Wilson Francisco Alves; o Capão
Jogador e Auxiliar Técnico: Mickey
Jogadores Titulares: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundinho, Cabralzinho, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Reservas: Ceci, Bassi e Zezinho (Goleiros), Luís, Gibe, Nei Silva, Didié, Afonsinho, Biter, Gilson.
Curiosidade
Os jogadores estavam com três meses sem receber os salários, mesmo assim honraram a camisa alvi-celeste. O presidente Rivaldo Costa Oliveira, com havia prometido, pagou os salários atrasados a todos os jogadores.






















