mar 29, 2010

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São José 2 x 0 São Bento

Mesmo com os contratempos, torcida alvi-celeste empurrou o time

Nunca antes na história desse blog um texto pós-jogo demorou tanto para ir ao ar.

Mas não é pra menos. Afinal, nunca antes esse blogueiro havia se metido em tamanha epopeia para acompanhar o São Bento.

Também peço sua compreensão no tamanho do texto. É que é muita coisa pra contar.

Após dias de pouco sono por causa do trabalho, acordar às cinco e meia da madrugada em Itapetininga e partir rumo à Sorocaba para embarcar no ônibus rumo a São José dos Campos não foi fácil. Confesso que pensei em desistir, mas criei coragem e encarei a maratona.

Pensei: se por um lado pode ser o jogo da desclassificação, como foi, por outro iria ver o time em campo pela última vez antes de um longo recesso, que só deve ter fim em meados de julho ou agosto, com o início da Copa Paulista.

Fui. Eu e mais uns quarenta e tantos abstinados.

Fomos, mas não chegamos. Há 20 km de chegarmos ao nosso destino, o ônibus, que já ‘reclamava’ desde a saída, parou de vez. A caixa de câmbio foi pro saco. Isso a quarenta minutos do início do jogo.

Certo desespero. Uma busca incessante por algum radinho de pilha que sintonizasse alguma emissora local para acompanhar os primeiros minutos de jogo que, inevitavelmente perderíamos.

O ônibus reserva chegou e o jogo já estava em andamento. Como a busca pelo radinho não havia sido exitosa, não sabíamos do pior: o Bentão já perdia por 1 a 0.

Mas o ônibus tinha câmbio e rádio. Nos levou e trouxe as notícias ruins.

Sim, notícias, no plural. Pois pouco tempo depois de nos acomodarmos, veio a notícia de que o Ortiz havia sido expulso.

A viagem começava a ficar tensa. Aqueles que puxavam o coro de “Ôooooo! Eu acredito!” murcharam.

Eu murchei quando cheguei no estádio e soube que o Ortiz não havia sido expulso, mas sim o atacante Ray. O técnico Zé Luís que sacou o argentino para dar lugar a Celsinho. “Meldels!”

Do primeiro tempo, não deu pra ver muita coisa, chegamos quase no final. Só podemos constatar que o time do São José não era nenhum bicho-papão. Seus atacantes erravam chutes medonhos e o meio de campo entregava algumas bolas de presente para o Bentão.

Era aproveitar esses vacilos e sair de lá com a classificação.

O sol forte de meio dia na cabeça no momento do jogo e o tempo que já se passou até escrever esse texto não me permitem grandes análises táticas e individuais sobre a partida. Mas arrisco doi pitacos:

1. Faltou o time chutar mais de longe. Nas duas tentativas que houve no segundo tempo, o goleiro do São José teve trabalho. Os atacantes queriam entrar na área tocando a bola, o que era impossível com o time adversário todo fechado atrás.

Felipe Blau chutou de longe e assustou o goleiro adversário

2. A nossa zaga não teve um bom desempenho. O segundo gol do São José foi sintomático: os atacantes chegaram livres, Vizotto defendeu dois chutes à queima roupa na sequência, mas os zagueiros não conseguiram tirar a bola da área.

Eliminados, ainda tivemos que esperar por duas horas e meia pela chegada do ônibus que nos traria de volta à Sorocaba. Duas horas e meia sem almoço e sem descanso.

Conseguimos nos alimentar graças à solidariedade de parte da torcida organizada local, que nos trouxe uns poucos comes e bebes. Eu acabei não conseguindo nenhuma lasca, mas consegui um pedaço de torta de frango, fruto da solidariedade de nossa própria torcida.

A comida nos cedida foi pouca, mas o suficiente para despertar a ira da outra parte da organizada local.

Aproveitando do vacilo da Polícia, que nos abandonou sem proteção alguma no estádio, eles quiseram partir pra cima. Só não contavam que a força repressora do Estado ainda estava por perto, pronta para disparar umas borrachadas em sua direção.

Deve ter uns caras dessa organizada que estão correndo até agora.

Nas três horas do trajeto de volta pensei em muita coisa. Dormi um bocado também. Mas o que pensei renderá alguns textos aqui no blog nessa ‘entresafra’ para os são-bentistas.

Momento que deve ser usado para fortalecer ainda mais o Bentão fora das quatro linhas. Porque ano que vem não vai ter outra: vamos subir, Bento!!!

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mar 26, 2010

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Caravana para São José

Na enquete aqui do blog, a torcida vem demonstrando muita confiança na classificação do time para a segunda fase da A2.

Até o momento em que escrevo essa nota, 83 leitores votaram e, desses, 70% acreditam na classificação.

Por outro lado, pouca gente confirmou presença no ônibus que levará a torcida do Bentão até São José dos Campos para empurrar o time à próxima fase. Pela informação que tenho, pouco mais de 30 pessoas informaram os seus nomes para o pessoal que está organizando a caravana.

É muito pouco!

Se você ainda não confirmou o seu nome, o que está esperando?

Vai funcionar assim: o ônibus sairá do CIC às 6 horas da manhã de domingo. A viagem leva cerca de 3 horas.

A contribuição por pessoa, para ajudar no custeio, é de R$ 5. O ingresso para o jogo custa R$ 10.

Para garantir o seu lugar, ligue para Felipe (9751-6282) ou Buda (9115-4829).

Nos vemos lá!

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mar 25, 2010

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São Bento 2 x 1 União São João

Estamos vivos!

O time jogou como a torcida quer ver: pra cima, sem medo de atacar.

O resultado dessa postura veio com um minuto de jogo: Ray, que estava endiabrado, fez uma boa jogada e conquistou escanteio. Ortiz cobrou e, no rebote, Ray (ele mesmo) mandou pra dentro.

Jogo fácil? Até poderia ser se os homens de preto, ou melhor, de amarelo (sugestivo não?) entrassem em ação mais uma vez.

Parecia replay do jogo contra a Catanduvense. O bandeirinha que acompanhava o nosso ataque só sabia marcar impedimentos contra o Bentão. E ele não estava sozinho: o árbitro cometeu uma série de trapalhadas, a maior delas na marcação do pênalti de Cléber em cima do atacante do União.

Feita a lambança, o juizão não se contentou: Fernando Vizotto defendeu a cobrança, mas seguindo a marcação de seu assistente, o homem do apito invalidou a batida. Não deu outra: na segunda cobrança o União converteu.

O time, que estava embalado, sentiu o gol adversário e diminuiu o ritmo. Em alguns momentos estava mais perto do time de Araras virar o jogo do que o Bentão retomar a vantagem.

A partida ficou tensa, com direito a bola no travessão do Vizotto. Tensão que duraria até a metade do segundo tempo.

Mas lembra que falei que Ray estava endiabrado? Pois é, o atacante pegou a bola na entrada da área e foi cortando os zagueiros. No terceiro corte, uma canela parou a jogada. Falta.

Isso já era pra mais da metade do segundo tempo. O CIC prendeu a respiração na cobrança de Julio Madureira. A bola caprichosamente bateu na trave. Mais caprichosamente ainda, bateu nas costas do goleiro e entrou.

Sim, o gol não foi de falta. O blogueiro sofreu um lapso de memória e misturou uma jogada com a outra.

Mas o gol foi sofrido, de bola caprichosa. E foi do Madureira!

Bentão na frente e Bentão que brigará até a última rodada para se classificar.

Depois do apito final, podemos ver como no elenco existem jogadores e ‘jogadores’. Fernando Vizotto caiu em lágrimas, emocionado com a resposta que o time deu em campo após a pequena crise que havia se instalado após o jogo contra o Votoraty. Esse é um cara que merece o respeito da torcida. Tem caráter e sentimento pelo São Bento.

Já outros voltaram a dar declarações ‘atravessadas’ para a Cruzeiro do Sul. A diretoria tem que chamar esses caras e perguntar se eles querem mesmo defenderem as cores do São Bento.

Domingo o são-bentista já tem compromisso: temos que ir até São José dos Campos, empurrar o time rumo à segunda fase. A tarefa é inglória: vamos ter que ganhar do time da casa e torcer para que Votoraty e União Barbarense percam para times que já estão mortos no campeonato.

Mesmo se a classificação não vier, temos que marcar presença para passar o recado: aqui é tradição e uma torcida que faz a diferença. Se alguns desse elenco preferem jogar para estádios vazios num clube-empresa, sem pressão, boa sorte. Não queremos ver corpo mole ou ouvir declarações infelizes daqui para a frente.

Tá difícil, mas eu ainda acredito! Sempre!

Hoje a falta de fotos não é motivada pela repressão policial, como aconteceu no jogo em Votorantim.

O problema agora é, ainda, as dificuldades que estou tendo em jogos durante a noite. A lente da minha câmera quebrou ainda durante o sub-20, no ano passado. Estou com uma lente reserva, de péssima qualidade para se fazer fotos noturnas.

Desse modo, peço para que aqueles que tenham feito imagens que as enviem para o email vamossubirbento@gmail.com.

Se quiserem fazer uma vaquinha para que eu possa concertar consertar a lente, também não reclamo. (Rárárá)

Veja os gols da partida:

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mar 23, 2010

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A verdade está nas arquibancadas

Conforme o combinado no texto anterior, ia escrever sobre o disse-me disse que as infelizes declarações de Fabiano e Vizotto causaram após a desastrada derrota para o Votoraty.

Busquei palavras e as achei nos leitores do blog, que manifestaram sua frustração com o time nos comentários do texto pós-jogo e o resultado foi esse:

Para começar, nosso leitor JF matou a questão sobre o caneludo-reclamão: “Quem é o Fabiano pra reclamar de alguma coisa? Ele não merece nem que falemos nele.”

Vinícius Rostelato também mandou o recado. Para ele, se o futebol de Fabiano “valesse um fardo de ‘Kiko Cola’” ele já estaria no lucro.

Então ficamos assim, não falamos mais no caneludo-reclamão.

Aguardemos que ele seja o primeiro na lista de dispensas sugerida por Fernando Silva. Ele acha que a diretoria deve “dispensar os mercenários, mandar embora os deficientes em termos técnicos (Blau e cia) e manter aqueles que apresentaram bom futebol”.

A lista de dispensa vai ser grande nesse caso, mas ainda sobrariam uns 5 jogadores para manter uma base e formar um time forte pro ano que vem.

Time forte e com comando, como quer Antonio. “Aprendemos nesse campeonato que um grande time (…), precisa de um grande técnico para poder aproveitar o melhor desse elenco e identificar situações adversas extra-campo que podem prejudicar a equipe.”

Bom também foi constatar que os leitores do blog não são imediatistas e pensam, como eu, que mais importante do que o acesso é a reestruturação do clube.

Afinal, os times e os dirigentes passam, mas o São Bento fica.

“Para disputar a A1 (…) temos que estar devidamente estruturados, daí a confiança que se deve depositar na atual diretoria, cobrando, dentro do possível, compromissos mais palpáveis para o futuro, mas entendendo também suas limitações”, afirmou Sforza (que não deve ser o nome do rapaz).

Neto completa: para ele a maior vitória que podemos ter em 2010 é a campanha de sócio e a reestruturação do Humberto Realle.

Falou e disse, torcida alvi-celeste!

Para terminar, fiquemos com as preces do Pedro Luís que, após um ‘Pai Nosso’, emendou:

São João, não jogais contra nós
São José, não jogais contra nós
SÃO BENTO, jogais por nós!

Amém!

PS: O leitor Ariovaldo Alcântara afirma, em letras maiúsculas, que à ele parece “que o dono deste blog tem uma má vontade com a Cruzeiro FM. Fala de certas coisas, mas não dá crédito de onde ouviu”.

Para esclarecer: não tenho nenhum tipo de má vontade com a Cruzeiro FM. Quem já me viu no estádio, pode ter conferido que sempre estou com um fone de ouvido, acompanhando a transmissão da emissora.

Claro, não concordo com tudo o que eles falam. Tão pouco fico satisfeito quando eles deixam de cobrir algum jogo do São Bento. No entanto, se não cito onde ouvi determinada entrevista é pela obviedade da fonte da informação.

Como o próprio Ariovaldo diz “sabemos que essas coisas foram ditas na Cruzeiro FM”. Sim, sabemos. Até porque é a única emissora de rádio que tem equipe no campo.

Não procuremos saltos em chuteiras.

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mar 22, 2010

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Votoraty 2 x 1 São Bento

Mais um daqueles jogos para esquecer.

Mais um jogo em que saímos derrotados não apenas no placar, mas também moralmente. O time perdeu e não jogou, esteve entregue em campo.

Descrever as medonhas jogadas de nossos jogadores não é uma tarefa para a qual eu esteja com paciência suficiente. No entanto posso resumir com poucas palavras: falhas de marcação (a mesmas de sempre), passes errados que podem ser contados em centenas, finalizações toscas e um apagão que durou 90 minutos.

Apesar de tudo isso, a esperança – esse sentimento que sempre insiste em aparecer nos corações dos torcedores – nos fez acreditar que a vitória seria possível.

O Votoraty fez dois e a goleada parecia inevitável. Ela só não veio porque o Votoraty tirou o pé no segundo tempo. Como o São Bento não marcava a saída da bola e tão pouco forçava os contra-ataques, o time da capital do cimento só administrou, deu ‘olé’ e tudo o mais.

O jogo ficou morno, do jeito que o adversário queria. Era hora de Zé Luís entrar em ação e fazer com que a esperança se transformasse em realidade.

Mas depender de Zé Luís é muito difícil. Mais uma vez ele estava vendo outro jogo: Fabiano não jogava nada para as centenas de são-bentistas que estavam nas arquibancadas do Domenico, mas ele, mais uma vez, preferiu sacar Ortiz e deixar o atacante, que não produzia absolutamente nada em campo.

De duas uma: ou Zé Luís tem sérios problemas para enxergar o jogo ou temos sérios problemas nos bastidores do nosso clube. Queridinhos do treinador, por exemplo.

Marcão também não fez nada que fosse digno de nota e continuou em campo.

Vale nota a irresponsabilidade de Leandro Melo e Da Silva que, em duas jogadas onde a inteligência passou longe, levaram vermelho e estão fora do jogo de quarta, contra o União São João. Joguinho fácil, fácil.

Como já disse, a rodada foi uma mãe para o São Bento. Apesar do vacilo, América e São José também perderam e a chances de classificação ainda não foram sepultadas.

Todas as fichas estarão em jogo na quarta, conta o União São João, no CIC. É o último comprovante do meu carnê de ingressos. A última esperança.

Se não ganharmos, apenas um milagre colocará o São Bento na segunda fase.

Eu ainda tento acreditar. Acreditaria mais se o Zé Luís ficasse em casa e passasse o bastão para Adinam, nosso goleiro reserva que durante o segundo tempo se mostrou irritado com o treinador. Parecia que ele queria mostrar que o jogo que acontecia era muito diferente daquele que Zé Luís enxergava.

* Hoje não temos fotos. A Polícia Militar não permitiu a entrada do equipamento fotográfico, alegando que ele poderia ser utilizado como ‘arma’. Quando me falara isso, na entrada, fiquei puto, mas depois percebi que eles tinham razão. Se estivesse com a câmera na mão, poderia mesmo jogar ela na cabeça de um dos jogadores de azul que se arrastavam em campo.

* A cena triste do jogo ficou por conta do comportamento do nosso presidente, que bateu boca com um torcedor que reclamou do time. Infelizmente, certos comportamentos não se vão junto com as mudanças de diretoria.

* Já Fabiano acabou trazendo à tona o problema do atraso no pagamento dos salários dos jogadores. Como esse é um assunto que rende muito, ainda hoje voltarei para falar sobre o tema.

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mar 21, 2010

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Duas coisinhas

Ainda sobre efeitos do intenso sol na cabeça e o horrível futebol na mente, passo por aqui para avisar que o texto pós-jogo de hoje pode sair só amanhã.

É muita coisa fervilhando na cabeça. Acho mais prudente deixar baixar o fervor para não colocar aqui o que não vale a pena.

A única coisa que afirmo por enquanto são duas:

1. a rodada foi uma mãe para o São Bento

2. aquele recinto de rodeio não pode receber um jogo profissional de futebol

As outras coisinhas ficam para depois.

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