Enviado por William Alves | 12 Comentários
São Bento 1 x 0 Marília
Já está virando tradição: sábado de carnaval é folia nas arquibancadas do Walter Ribeiro.
Neste sábado a vítima dos foliões são-bentistas foi o Marília, que levou zero no quesito ‘alegorias e adereços’: vieram para Sorocaba apenas com uniforme azul. Mas quem joga de azul no CIC é o azulão. Com isso, entraram em cena as horrendas camisas cinzas com números de fita crepe.
O time sentiu os desfalques de Cléber, na zaga, e de Fabiano, no ataque. Algumas falhas de marcação resultaram em lances que quase atravessaram o samba da torcida, que mais uma vez compareceu em bom número. Já no ataque, a falta de um homem de referência na área fez com que Pablo e Júlio Madureira ficassem um tanto perdidos ao lado de Celsinho no revesamento criação/finalização, que havia dado muito certo no jogo contra o Noroeste.
Se no conjunto não deu certo, o talento individual continuava a dar resultado. Pablo apareceu muito bem. Em sua melhor sequencia, deu um belo chute de longe, que exigiu uma boa defesa do goleiro adversário. Escanteio, que foi bem batido por Carlão. Na conclusão Pablo quase colocou pra dentro.
Pablo Felipe Blau saiu da lateral-esquerda e foi para a direita. Mesmo com a mudança não fez uma partida digna de nota. No entanto, deu um passe precioso para Madureira marcar o gol da vitória. Baixou o Gérson no menino. Poucos passos depois da linha do meio de campo, na ponta direita, ele enfiou a bola na segunda trave, a meia altura. O artilheiro não perdoou e balançou o barbante.
O segundo tempo foi sufoco. O Marília acertou o tom e, aproveitando os problemas na marcação da zaga alvi-celeste, levou perigo para o gol de Vizotto. Mas o goleirão continua em grande forma: na chance mais clara de gol para o MAC, quando o atacante adversário apareceu cara-a-cara, Fernando salvou duas vezes: abafou a bola nos pés do atacante e depois foi buscar o rebote.
Quando o time já dava sinais que poderia titubear e melar a folia, o nosso diretor de harmonia, digo técnico, Zé Luís entrou em ação e afinou a nossa bateria. Fechou o meio de campo e promoveu a estreia do argentino Cristian Ortiz.
O hermano botou fogo no jogo: segurou a bola no ataque, fez jogadas de efeito e provocou os adversários. Provocou tanto que foi o motivador de uma confusão generalizada no final do jogo.
Quinze minutos em campo já foi o suficiente para Ortiz sair de campo ovacionado pela torcida. E protegido por um segurança. Esse promete.
As marchinhas animaram os mais de 3 mil são-bentistas que viram a vitória no CIC.
“Ei, você aí! São Bento vai subir e o galo vai cair!”
“Doutor eu não me engano. Filho da p… é atleticano”
Só alegria! Vamos subir, Bento!!!
Esse blogueiro volta na quarta-feira de cinzas.
Continue lendoEnviado por William Alves | 13 Comentários
Penso, logo questiono
Depois de tudo e antes de mais nada, que fique claro: apoio esta diretoria, mas nem por isso concordo com todas as ações que ela realiza ou concilio com o que ela deixa de fazer.
Penso, logo questiono.
Manenti e sua equipe vem realizando um grande trabalho e não digo isso pelas últimas vitórias. O time poderia estar na zona do rebaixamento, no entanto o mais importante está sendo feito: o clube está sendo estruturado.
Mas não é porque boa parte das coisas vão bem que vamos esquecer daqueles ‘detalhezinhos’ (mais uma vez, sempre a parte chata da história). O papel desse chato blogueiro é lembrar dos detalhes.
Quando se cobra por aqui a intenção não é atrapalhar, mas sim ajudar a construir.
Fiquei feliz ao ver que o próprio presidente comentando o texto, dando razão a este chato pela cobrança e argumentando sobre as dificuldades das negociações para a abertura da campanha.
Coisa impensada há pouco tempo atrás, no tempo do homem-que-mandava-no-São-Bento.
É que esse ‘detalhe’ é importante demais. Quando o torcedor puder ser sócio do São Bento, ter direito a escolher as pessoas que decidirão o futuro do clube e, além disso, participar dessas decisões, estaremos em outro patamar.
Poderemos estar ainda na segunda divisão, mas conquistaríamos o acesso à elite da democracia.
Vamos subir, Bento! (dentro e fora de campo)
Continue lendoEnviado por William Alves | 19 Comentários
Tudo novo. Tudo velho.

Daqui há 20 dias completam seis meses da queda do homem-que-mandava-no-São-Bento e o início da nova administração do clube, capitaneada pelo presidente Luís Manenti.
Aqueles dias de agosto foram marcados por muita angústia. Sabíamos que o futuro do São Bento estava em jogo e que a permanência daquela diretoria poderia significar dias ainda mais difíceis para a torcida.
Ao final, no dia 27 de agosto, David Ferrari Jr. se foi, com um cheque de R$ 141 mil no bolso. Deixou para trás muitos salários não pagos e outras dívidas na praça.
Desde então, muita coisa aconteceu: Abelha foi contratado; um plantel foi montado para a disputa da Série A2; a conselheira-biônica Ivanilde Vieira foi presa (e, logo depois, solta) por comandar um suposto esquema de cobrança de propinas que envolvia secretários do prefeito Lippi; a diretoria foi composta; um hotel em Votorantim foi alugado para servir como concentração dos atletas; grandes parcerias foram realizadas; os novos uniformes foram lançados; o time estreou com vitória; o mesmo time perdeu três seguidas e Abelha caiu; Zé Luís assumiu como interino, ganhou duas e foi efetivado; há 4 jogos só sabemos o que é vitória.
Em apenas um parágrafo vê-se que a diretoria fez muito nesses poucos mais de 150 dias.
As coisas vão bem dentro de campo. A torcida está voltando a acompanhar o time, a sequencia de vitórias faz com que a confiança na classificação só aumente.
No entanto, nos bastidores (a parte chata da história, sempre) as coisas não mudaram. Na época em que havia o homem-que-mandava-no-São-Bento, eu era o chato de um discurso só: queria a abertura da campanha de sócios.
Usei ‘queria’, mas o verbo está conjugado errado: ainda quero. Infelizmente, a campanha de sócios ficou apenas no discurso da nova diretoria.
Logo na apresentação do Abelha, Manenti deu o prazo de 30 dias para iniciar a adesão de sócios contribuintes. Isso foi no dia 14 de outubro. Quase 4 meses atrás.
Pouco tempo depois, com o argumento de regularizar a situação do clube para possibilitar o refinanciamento das dívidas do clube junto à União, fez-se uma reforma às pressas do Estatuto, com o compromisso de abertura da campanha de sócios contribuintes em pouco tempo. Quase 3 meses atrás.
Os conselheiros-biônicos continuam lá, se reunindo muito raramente para decidir as coisas do clube. A última reunião foi exatamente em novembro.
Troquei e-mails com o presidente do Conselho, Márcio Rogério Dias, sobre essa situação. As repostas que recebi me deixaram ainda mais preocupado.
Ele afirma que a abertura da adesão de sócios está condicionada à regularização de algumas renúncias de conselheiros.
Como? Não entendi absolutamente nada. Penso que ele continua a confundir sócio com conselheiro e Assembleia Geral com reunião do Conselho, como aconteceu durante mais de uma década no clube.
A campanha de sócio torcedor que, conforme o estatuto terá um caráter meramente promocional, pode esperar. O que não pode esperar é essa situação do principal órgão deliberativo do clube.
Campanha de sócio contribuinte já!
Continue lendoEnviado por William Alves | 24 Comentários
São Bento 2 x 0 Noroeste

E freguês bom é freguês fiel. O Noroeste tem até cardeneta com o Bentão.
Neste sábado, vieram enfrentar o embalado São Bento, com uma torcida em festa: batemos a barreira dos três mil torcedores no estádio, mesmo com a transmissão da Rede Vida.
O time dominou completamente o jogo. Zé Luís acertou a zaga e foi inteligente ao colocar Fabiano, Júlio Madureira e Pablo no ataque, com os dois últimos se revezando na criação das jogadas.
No primeiro tempo só deu Bentão. O ‘bicho-papão’ não assustou e o azulão foi pra cima. A pressão só foi surtir efeito nos acréscimos, quando Da Silva fez uma boa jogada pela direita, Madureira recebeu e entregou para Pablo abrir o placar.
A galera foi ao delírio e o time foi para o vestiário com gritos de ‘vamos subir, Bento’. De arrepiar!
Na segunda etapa, a zaga segurou a pressão e levava perigo ao gol do Norusca nos contra-ataques. Numa dessas jogadas, Júlio Madureira, o homem do jogo, não perdoou: levou a boa até a linha de fundo e tocou para Fabiano ampliar o placar.
2 a 0. Era só administrar. E foi isso que se fez.
Ao final, o jogo foi tão tranquilo que até mesmo a péssima arbitragem (mais uma) que, além de não marcar um pênalti para o Bentão e nos prejudicar com inúmeras inversões de faltas, nem foi muito lembrada. O Bentão sobrou em campo.
Minha língua está queimando, Zé Luís demonstra que tem condições de fazer um ótimo trabalho. Que minha língua vire carvão então!
Continue lendoEnviado por William Alves | 12 Comentários
O fim do ‘tira o seis’?

Para que ‘tira o seis’ seja uma frase do passado, o Bentão contratou o lateral-esquerdo Carlão, que não estava sendo aproveitado no Coritiba, clube que o revelou.
O jogador tem 22 anos e já teve passagens pelas categorias de base da seleção brasileira. No mundial sub-20 de 2007, disputado no Canadá, deixou no banco de reservas o badalado lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madri. Porém ele não teve um bom rendimento e deu lugar ao ala do Real.
No Coxa, participou da campanha do acesso à primeira divisão do Brasileiro, em 2007.
Ano passado foi emprestado para ao Toledo (PR), onde ficou o primeiro semestre. No segundo semestre defendeu o Vila Nova, de Goiás.
Não deve ser ‘Bola de Prata’ da ‘Placar’, mas melhor que o Felipe Blau ele deve ser com um pé a menos.
Continue lendo



















