Enviado por William Alves emSérie A2 2010 | 17 Comentários
São Bento 3 x 3 Catanduvense

por William Alves
Falta ao São Bento jogar em casa como se deve jogar em casa.
Quem joga em casa tem que ir pra cima, encurralar o adversário. Foi exatamente o contrário que no começo do jogo deste sábado.
Com três volantes em campo, sendo um deles recuado para a zaga, o time pediu para ser atacado pela Catanduvense. Soma-se à isso a opção de se jogar com três atacantes e sem nenhum meia de criação e se tem um meio de campo totalmente perdido, que sobrecarrega a marcação e não cria absolutamente nada.
Resultado: o adversário, que deveria ter a vida complicada, começa a gostar do jogo. Faz um, faz dois e o cenário da desgraça está pronto.
Com a desgraça realizada, Zé Luís teve que fazer aquilo que deveria ter feito desde o início: colocou Ortiz em campo. O volume de jogo aumentou e o primeiro gol alvi-celeste saiu ainda no primeiro tempo.
As coisas melhoraram e poderíamos ter ido pro vestiário com o empate. Melhoram na ‘bola jogada’, porque no ‘apito apitado’ as coisas continuavam complicadas.
A Catanduvense tem um time limitado, mas hoje contou com dois reforços de peso: Marcelo Prieto Alfieri, o do apito, foi o homem do jogo. Fez com que nosso artilheiro ficasse comprometido logo aos 20 minutos do primeiro tempo, ao lhe aplicar um injusto cartão amarelo. A perseguição vinha desde os minutos iniciais. Dava pinta que ele iria tirar Fabiano do jogo.
Não bastasse as más intenções do senhor Alfieri, outro personagem também se destacou: Alessandro Pitol Arantes fez de tudo na lateral esquerda da Catanduvense. Não, Alessandro não é o ala do time da ‘bruxa’. Trata-se do auxiliar que bateu recorde na marcação equivocada de impedimentos.
Apesar da atuação do trio de arbitragem, o time buscou o empate com Pablo e dava sinais de que buscaria a virada.
Mas com um apito na boca as coisas acontecem mais facilmente do que com a bola no pé. Jogada na área do São Bento, Leandro Melo marca o atacante adversário de maneira limpa, mas esse desaba. Para o árbitro, ele fez pênalti. Catanduvense na frente de novo.
Os jogadores sentiram a sacanagem que estava rolando e, com o brio ferido, partiram pra cima. O empate viria rápido, não fosse o bandeirinha complicar as coisas.
Foi necessário que Marcos Alexandre, um dos melhores em campo, pegasse a bola fora da área, na veia, e a colocasse no ângulo. Sem chance de defesa para o goleiro e de marcação de irregularidade pelo bandeirinha.
A virada esteve muito perto: Julio Madureira iria ficar cara-a-cara com o goleiro da Catanduvense, mas mais uma vez o bandeirinha acusou impedimento. Já Pablo teve uma chance cara-a-cara com o arqueiro adversário, mas não conseguiu aproveitar. Era a bola do jogo.
O vagabundo do árbitro ainda expulsou Ortiz.
Para tentar disfarçar o tamanho de sua safadeza, expulsou um zagueiro deles no finalzinho do jogo.
Conversei com alguns diretores do clube após o jogo e eles me afirmaram que irão denunciar a atuação da arbitragem junto à Federação.
Esses caras não podem, nunca mais, trabalhar em um jogo do São Bento.





















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