// 28.02.2010 às 9:00 am // 7 Comentários »

Mala branca do homem-que-mandava-no-São-Bento

Chega até esse blogueiro o boato de que o homem-que-mandava-no-São-Bento foi até o hotel onde estava hospedada a delegação da Catanduvense, antes do jogo.

Motivo: oferecer R$ 3 mil de ‘bicho’ aos jogadores em caso de vitória contra o azulão.

Chega como boato, mas com um forte cheiro de verdade.

Será que ele também não deu uma passadinha no hotel onde estava a arbitragem?

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// 27.02.2010 às 10:38 pm // 17 Comentários »

São Bento 3 x 3 Catanduvense

por William Alves

Falta ao São Bento jogar em casa como se deve jogar em casa.

Quem joga em casa tem que ir pra cima, encurralar o adversário. Foi exatamente o contrário que no começo do jogo deste sábado.

Com três volantes em campo, sendo um deles recuado para a zaga, o time pediu para ser atacado pela Catanduvense. Soma-se à isso a opção de se jogar com três atacantes e sem nenhum meia de criação e se tem um meio de campo totalmente perdido, que sobrecarrega a marcação e não cria absolutamente nada.

Resultado: o adversário, que deveria ter a vida complicada, começa a gostar do jogo. Faz um, faz dois e o cenário da desgraça está pronto.

Com a desgraça realizada, Zé Luís teve que fazer aquilo que deveria ter feito desde o início: colocou Ortiz em campo. O volume de jogo aumentou e o primeiro gol alvi-celeste saiu ainda no primeiro tempo.

As coisas melhoraram e poderíamos ter ido pro vestiário com o empate. Melhoram na ‘bola jogada’, porque no ‘apito apitado’ as coisas continuavam complicadas.

A Catanduvense tem um time limitado, mas hoje contou com dois reforços de peso: Marcelo Prieto Alfieri, o do apito, foi o homem do jogo. Fez com que nosso artilheiro ficasse comprometido logo aos 20 minutos do primeiro tempo, ao lhe aplicar um injusto cartão amarelo. A perseguição vinha desde os minutos iniciais. Dava pinta que ele iria tirar Fabiano do jogo.

Não bastasse as más intenções do senhor Alfieri, outro personagem também se destacou: Alessandro Pitol Arantes fez de tudo na lateral esquerda da Catanduvense. Não, Alessandro não é o ala do time da ‘bruxa’. Trata-se do auxiliar que bateu recorde na marcação equivocada de impedimentos.

Apesar da atuação do trio de arbitragem, o time buscou o empate com Pablo e dava sinais de que buscaria a virada.

Mas com um apito na boca as coisas acontecem mais facilmente do que com a bola no pé. Jogada na área do São Bento, Leandro Melo marca o atacante adversário de maneira limpa, mas esse desaba. Para o árbitro, ele fez pênalti. Catanduvense na frente de novo.

Os jogadores sentiram a sacanagem que estava rolando e, com o brio ferido, partiram pra cima. O empate viria rápido, não fosse o bandeirinha complicar as coisas.

Foi necessário que Marcos Alexandre, um dos melhores em campo, pegasse a bola fora da área, na veia, e a colocasse no ângulo. Sem chance de defesa para o goleiro e de marcação de irregularidade pelo bandeirinha.

A virada esteve muito perto: Julio Madureira iria ficar cara-a-cara com o goleiro da Catanduvense, mas mais uma vez o bandeirinha acusou impedimento. Já Pablo teve uma chance cara-a-cara com o arqueiro adversário, mas não conseguiu aproveitar. Era a bola do jogo.

O vagabundo do árbitro ainda expulsou Ortiz.

Para tentar disfarçar o tamanho de sua safadeza, expulsou um zagueiro deles no finalzinho do jogo.

Conversei com alguns diretores do clube após o jogo e eles me afirmaram que irão denunciar a atuação da arbitragem junto à Federação.

Esses caras não podem, nunca mais, trabalhar em um jogo do São Bento.

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// 26.02.2010 às 11:13 pm // 5 Comentários »

Carreata do Bentão

por William Alves

Neste sábado o jogo é contra a Catanduvense, mas a cabeça já está lá na frente: dia 6 de março, data do dérbi contra a turma do Reverendo.

Para marcar a data, tomei a iniciativa de puxar a organização de uma carreata, como se faziam nos velhos tempos, para chamar a torcido pro estádio.

A ideia é juntar as famílias e os amigos, enfeitar o carro e se encontrar com os são-bentistas. E o encontro vai ser logo no reduto: a concentração será na frente do Humberto Reale, a partir das 15 horas. De lá, sairemos às 15h30 rumo ao CIC.

Vamos mostrar que em Sorocaba só existe o Bentão.

Amanhã (sábado) estaremos no CIC divulgando a carreata. Alguns torcedores como o Alexandre Rolim, o Renan Bismara e o pessoal da Torcida Força Azul já se disposeram a dar uma mãozinha na distribuição dos panfletos. Conto com o apoio de todos os são-bentistas para que possamos fazer uma grande carreata, que mostre a força do nosso Bentão!

Anota aí:
Carreata dia 6 de março
Concentração em frente ao Humberto Reale, a partir das 15 horas
Saída rumo ao CIC às 15h30

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// 26.02.2010 às 12:28 am // 6 Comentários »

Databento 2010

por William Alves

Às vésperas da 12º rodada, vale a pena parar e refletir sobre o que o São Bento fez até agora nesta A2.

A vitória na estreia reacendeu de vez a esperança da torcida, mas as três derrotas seguidas nas rodadas seguintes botaram uma pulga atrás da orelha. Ainda mais com o vergonhoso 5 a 0 levado contra o PAEC, resultado que decretou a queda do técnico Abelha.

Zé Luís assumiu e o time ‘ligou’: cinco vitórias seguidas, seis jogos sem perder. Zé Luís ficou.

O São Bento se consolidou no G8. Tudo azul. Mas nas duas últimas rodadas o sinal ficou amarelo. Empate contra o fragilizado Flamengo e derrota contra o enfermo Taquaritinga.

Vamos para o jogo contra a Catanduvense na 5º posição, com 19 pontos. É ganhar e brigar pela 4º posição com o Guaratinguetá.

As projeções apontam que para garantir a vaga à próxima fase, o time precisa conquistar pelo menos 30 pontos. Faltam 11 em 24 a serem disputados.

Se manter a média, a vaga está conquistada. Até agora o aproveitamento foi de 57,5%. Para conquistar os 11 pontos necessários, um aproveitamento de 45,8% é suficiente. Só não pode vacilar.

Para verificar o desempenho individual dos jogadores, reeditei a tabelinha do Databento, que publiquei aqui no ano passado. Agora com os dados de todos os jogos dessa A2.

Aí está ela:

Legenda: JT – jogos como titular, JS – jogos que entrou como substituto, GM – gols marcados, GC – gols contra, CA – cartões amarelos, CV – cartões vermelhos.

Dos 24 jogadores utilizados até agora, alguns se destacam nos números.

Positivamente, temos a nossa trinca de ataque: Fabiano, Pablo e Júlio Madureira marcaram, juntos, 13 gols do total de 16. Só Fabiano, o artilheiro do time, fez 6.

Os ‘fominhas’, aqueles jogadores que participaram de todas as partidas são três: o goleiro Vizotto, Felipe Blau e Marcão. Pablo também esteve presente em campo nas 11 partidas, no entanto entrou como titular em 9 oportunidades e nas outras duas entrou com o jogo em andamento.

Falando em entrar durante as partidas, o volante Mattos é o jogador que mais vezes entrou em substituição de um companheiro. Foram 8 partidas em que tanto Abelha como Zé Luís colocaram o jogador em campo para fechar o meio de campo.

Formando um time com os jogadores que mais jogaram, teríamos a seguinte escalação: Vizotto; Da Silva, João Paulo, Alan (Cléber) e Felipe Blau; Marcão, Leandro Melo e Gilmar Baiano; Fabiano, Pablo e Júlio Madureira.

Saiu um 4-3-3, esquema que curiosamente, pelo que lembro, ainda não foi utilizado em nenhum jogo.

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// 22.02.2010 às 3:50 pm // 3 Comentários »

47 anos da conquista do 1º acesso do São Bento à Primeira Divisão

por Luiz Carlos Éden

Ano de 1962, enquanto a Seleção Brasileira brilhava em campos chilenos pelo Campeonato Mundial em busca do bi-campeonato, a diretoria do E.C. São Bento, presidida por Rivaldo Costa Oliveira, contratou o experiente Técnico Wilson Francisco Alves, o Capão, na tentativa de conseguir seu objetivo maior, o inédito acesso à elite do futebol paulista.

O Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962, atual A2, iniciou-se em julho, terminado a 1ª fase na metade do mês de dezembro. O E.C. São Bento realizou uma grande campanha na 1ª fase, sagrando-se Campeão da Série “José Ermírio de Moraes Filho” e foi à final do campeonato contra o América F.C., de São José do Rio Preto, Campeão da Série “João Mendonça Falcão”.

Finais: 2 jogos; 2 empates
Pela luta ao acesso, no primeiro jogo, realizado em 10 de fevereiro, um empate em São José do Rio Preto em 0 a 0 e outro em Sorocaba em 1 a 1, jogo realizado no dia 17 de fevereiro.
Assim, conforme as regras da FPF, E.C. São Bento e América F.C. são obrigados a realizarem o terceiro e decisivo jogo, desta vez em campo neutro, o Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo.

A Grande Final
Dia 22 de fevereiro de 1963, aquela sexta-feira, véspera de carnaval ficaria marcada pra sempre na história do Esporte Clube São Bento de Sorocaba.
Cerca de 3.000 torcedores beneditinos foram a São Paulo incentivar o São Bento naquela decisão. Caravanas formadas por peruas, carros particulares e trens especiais que foram colocados pela EFS – Estrada de Ferro Sorocabana à disposição da torcida.

1º Tempo: 0 a 0
Jogo tenso e o placar permaneceu inalterado, tudo como começou, 0 a 0.

2º Tempo: 1 a 1
Nestor abre o placar aos 16 minutos para festa da torcida azul e branco, mas Dirceu empata nove minutos depois para festa da torcida americana.
O arbitro Anacleto Pietrobom apita final do tempo normal, onde o empate em 1 a 1 persistiu no marcador.

Prorrogação
Iniciou-se a prorrogação e aos 12 minutos do primeiro tempo, Bazzaninho lança Paraná pela esquerda, o ponteiro entra em diagonal na área americana, passa por dois adversários e serve o centro avante Picolé que só teve o trabalho de empurrar a pelota para o fundo da meta do goleiro Reis. São Bento 2 a 1 e a inédita conquista, o Título de Campeão do Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962 e conseqüentemente, seu primeiro acesso à Divisão Especial (A-1).

Ficha Técnica

SÃO BENTO 2×1 AMÉRICA
Motivo: Decisão – 3º Jogo
Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1962
Data: 22 de Fevereiro de 1963
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo / SP
Renda: Cr$ 5.371.850,00
Juiz: Anacleto Pietrobom
Gols: Nestor e Picolé (São Bento), Dirceu (América)

São Bento: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundo, Cabral, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Técnico: Wilson Francisco Alves, o Capão

América: Reis; Murilo, Gutemberg e Ambrósio; Fogueira e Renatinho; Colada, Sapucaia, Valter, Cuca e Dirceu.
Técnico: João Avelino, o 71

Campanha

1ª Fase
Série “José Ermírio de Moraes Filho”

1º Turno
São Bento 4 x 2 XV de Jaú
Bragantino 1 x 2 São Bento
São Bento 4 x 1 Paulista
Elvira 3 x 0 São Bento
São Bento 3 x 1 Nacional
Ponte Preta 1 x 2 São Bento
São Bento 3 x 0 Irmãos Romano
Estrada 1 x 3 São Bento
São Bento 1 x 1 Portuguesa Santista
Ferroviária (Botucatu) 2 x 1 São Bento

2º Turno
São Bento 6 x 1 Bragantino
Nacional 0 x 2 São Bento
Irmãos Romano 1 x 1 São Bento
São Bento 3 x 0 Ponte Preta
Paulista 0 x 2 São Bento
São Bento 2 x 1 Ferroviária (Botucatu)
Portuguesa Santista 3 x 1 São Bento
São Bento 2 x 1 Estrada
São Bento 2 x 1 Elvira
XV de Jaú 2 x 1 São Bento

Final
América 0 x 0 São Bento
São Bento 1 x 1 América
São Bento 2 x 1 América

23 Jogos: 15 Vitórias, 4 Empates e 4 Derrotas
48 Gols pró e 25 Gols Contra = Saldo 23 Gols

Heróis do 1º Acesso
Presidente: Rivaldo Costa Oliveira
Técnico Wilson Francisco Alves; o Capão
Jogador e Auxiliar Técnico: Mickey
Jogadores Titulares: Valter; Julião, Odorico e Salvador; Nestor e Paulinho; Raimundinho, Cabralzinho, Picolé, Bazzaninho e Paraná.
Reservas: Ceci, Bassi e Zezinho (Goleiros), Luís, Gibe, Nei Silva, Didié, Afonsinho, Biter, Gilson.

Curiosidade
Os jogadores estavam com três meses sem receber os salários, mesmo assim honraram a camisa alvi-celeste. O presidente Rivaldo Costa Oliveira, com havia prometido, pagou os salários atrasados a todos os jogadores.

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