jan 16, 2010

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O maior patrocinador

A torcida são-bentista, que compareceu em peso no CIC, bateu o recorde de público na rodada de estreia da Série A2. Segundo o boletim financeiro publicado no site da Federação Paulista de Futebol, 3.332 pessoas compraram ingresso para a partida contra o América.

Escrevo “compraram ingresso” e não “estiveram presentes” uma vez que, aos 10 minutos do primeiro tempo, ainda havia uma imensa fila de torcedores no acesso à arquibancada. Muitos deles podem ter ido embora, frustrados, com o início da chuva.

Além disso, as filas também aconteceram nas bilheterias, o que deve ter motivado desistências antes mesmo da compra do ingresso.

Falando no popular: não fosse a chuva e as filas na bilheterias e no acesso à arquibancada, poderíamos chegar muito perto dos 4 mil torcedores no CIC.

Apesar dos pesares, a arrecadação bruta da partida ultrapassou os R$ 30 mil. Descontadas as despesas, R$ 21.033,73 entraram no caixa do clube.

Mantendo-se a média do público, com três jogos em casa por mês, o clube arrecadaria mais de R$ 60 mil/mês.

Não tenho acesso aos valores individuais dos contratos de patrocínio, mas provalmente esse valor se equipara aos pagos por Coca-Cola e Unimed. Afinal, na apresentação dos patrocinadores, a diretoria disse que o montante seria de R$ 150 a 180 mil.

Ou seja, os torcedores seriam o maior patrocinador do clube, sem ter que estampar logotipo nenhum em nosso manto. Isso só com os ingressos e sem explorar o potencial da campanha de sócios, que já está atrasada.

Com tudo isso  exposto, espera-se um poquinho mais de atenção para a torcida. Os tempos são outros e o esquema “uma fila de acesso por entrada”, dos tempos do homem-que-mandava-no-São-Bento não cabem mais.

O Azulão voltou!

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jan 15, 2010

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São Bento 2 x 1 América

E o dia mais esperado desde abril do ano passado chegou.

O cenário estava pronto para a festa: arquibancada cheia (mais de 3 mil torcedores foram ao CIC, apesar do tempo nublado) e um time vestindo azulão que enchia a arquibancada de esperança.

Mas nem tudo foi perfeito: com quase 10 minutos de jogo ainda havia uma fila enorme de pessoas tentando entrar no estádio. Fila que se desfez logo em seguida, com a tempestade que caiu sobre o CIC. Para o próximo jogo em Sorocaba a diretoria terá que ampliar o sistema de liberação dos torcedores na entrada. Se a ideia é trazer os torcedores de volta ao CIC, cenas como essa não podem se repetir.

O primeiro tempo foi truncado: times se conhecendo e chuva, chuva e mais chuva. Jogo duro, onde se destacou a dupla de volantes Marcão e Leandro Mello. Ali, não deveremos ter problemas pois sobra raça, disposição e técnica para os dois jogadores.

No intervalo o temporal se transformou numa garoa fina, a arquibancada, que antes estava alagada e vazia voltou a lotar. Sem a chuva, o futebol pode acontecer e o jogo ficou interessante.

O São Bento dominava, por mais que em alguns momentos o América levasse perigo nos contra-ataques. Não demorou muito e Fabiano apareceu cara-a-cara com o goleiro e não perdoou: 1 a 0 Bentão. O grito de gol preso a nove meses pode ser solto. O CIC tremeu.

Logo depois, o árbitro marcou um pênalti para o azulão em jogada de Gil Baiano. Fabiano, com toda pinta de artilheiro, pegou a bola e cobrou com categoria: 2 a 0.

Olhei no relógio e vi que ele marcava 15 minutos jogados. Pensei que iríamos golear. Só não contava que o América iria esboçar um reação e marcaria cinco minutos depois, no que me pareceu um vacilo da zaga numa cobrança de escanteio.

O campo pesado atingiu os dois times, que cansaram no final da segunda etapa. O ritmo de jogo caiu, mas em algumas jogadas o São Bento teve a oportunidade de ampliar o placar. A mais clara delas foi num cruzamento para a área em que o zagueiro do América cabeceou para aliviar, mas acabou metendo a bola na trave. Quase um gol contra, que traria mais tranquilidade.

Nos minutos finais, em uma bola enfiada para Pablo no ataque, o goleiro americano fez falta fora da área. Como era o último homem foi expulso. O técnico já havia feito as três substituições e um jogador de linha foi pro gol. Era a chance de marcar mais um e liquidar com o jogo. Mas a falta ficou na barreira e depois ninguém arriscou um chute no goleiro improvisado.

A partida terminou em 2 a 1, com o São Bento apresentando um  futebol que confirma que seremos competitivos nessa A2. Futebol que fez com que a torcida terminasse cantando: “ôooo… vamos subir, Bento!”.

Eu acredito!

Atuações

Fernando Vizotto: continua sendo a muralha. Não teve culpa no gol e fez pelo menos duas defesas importantes. 8

Alan: Não comprometeu. 6*

João Paulo: Mostrou segurança em alguns lances. 6*

Rodrigão: Zagueiro mais acionado no jogo, correspondeu sem comprometer. 7*

Rodrigo Dias: Rápido e ágil, mas em alguns lances quis inventar e se complicou. 6,5

Marcão: Pura raça e dedicação. Vibrava até em bola que consegui tirar pra lateral. Foi um dos destaques do jogo. 9

Leandro Mello: Volante de extrema categoria. Desarmou mais de meia-dúzia de vezes e sabe carregar a bola. 9

Gil Baiano: Meia habilidoso e com boa visão de jogo. Foi importante na armação do time. Se continuar jogando assim, vai ser uma “sombra” pro argentino Ortiz. 8,5

Felipe Blau: Primeiro tempo apagado e alguma poucas jogadas no segundo tempo.  7

Fabiano: Pinta de artilheiro ele tem. Na oportunidade que teve, frente a frente com o goleiro, não perdoou. 9

Gilsinho: Fez o feijã-com-arroz e não apareceu muito, prejudicado pela chuva. 7

Mattos: Entrou no lugar do Marcão e correspondeu. 7

Marcos Alexandre: Entrou no lugar de Gil Baiano para fechar o meio. Fechou e ainda arriscou um chute perigoso para o gol. 7,5

Pablo: Entrou na segunda etapa e levou perigo para o gol do América. Muito rápido, sofreu a falta que resultou na expulsão do goleiro adversário. 8,5

Abelha: Montou um time que já demonstra um padrão de jogo. Nas substituições não pode fazer muita coisa, pois teve que tirar os jogadores que sentiram cansaço. 9

* Como não consegui ver quem vacilou na marcação do escanteio que resultou no gol do América, as notas dos zagueiros estão em obsevação.

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jan 11, 2010

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Chega logo, quinta-feira!

Após um 2009 de muito trabalho e alguns dias de descanso, o blogue está de volta há 3 dias da estréia do Bento na A2.

Nesses 15 dias de ausência, os meninos das categorias de base que representaram o azulão na Copa São Paulo de Futebol Junior conseguiram vencer um jogo, contra o Marília do Maranhão, mas perderam dois, o último de goleada: 4 a 0 para o Paraná. Eliminados na primeira fase.

As perspectivas não iam muito além disso. O time foi formado às pressas, a partir da conquista da vaga junto à Federação, uma das primeiras ações da nova diretoria.

Ficaram alguns frutos: depois de muito tempo o São Bento disputou a competição com um time próprio (por mais que muitos jogadores estejam vinculados à empresários).

Não consegui acompanhar as partidas em Capão Bonito, então não posso falar se o time é bom ou ruim. Tampouco posso tecer comentários sobre o talento dos jogadores. No entanto, pelo que ouvi dizer, o lateral Lucas e o atacante Celsinho prometem um futuro de bom futebol e devem ser aproveitados pelo Abelha na A2.

Enfim, nada demais, mas só em termos novamente “pratas da casa” no elenco já podemos nos animar.

Falando em elenco, os reforços continuaram a chegar neste início de ano. O zagueiro Cléber e o lateral-esquedo Adílio foram apresentados.

Olhando no papel é um belo elenco. Ainda falta um “meia meia”, daqueles que criam e marcam. Daqueles que, quem tem, não vende e quem não tem, sonha. Sonhemos.

Rola um boato que Celsinho pode voltar. Se for verdade, bacana por ter uma identidade com o clube, mas deve chegar para compor elenco. Está longe de ser o jogador sonhado.

Missão
Eu já estou com o carnê na mão. A camisa está passadinha, pronta para a quinta.

Agora estou colocando em ação o plano para levar todo mundo para o estádio. Aqui de casa vai sair um carro e já comecei a enviar SMS e emails para os são-bentistas esquecidos.

Tenho um amigo que se encaixa direitinho nesta categoria. No último dérbi o telefone toca no meio do jogo. Era ele, perguntando se iria ao jogo. O sujeito pensava que a partida teria início no horário em que ele estaria terminando.

Anote na agenda, marque na folhinha, amarre uma fitinha no dedo, mas não perca esse jogo por nada!

Chega logo, quinta-feira! Vamos subir, Bento!

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