Enviado por William Alves emSérie A2 2010 | 21 Comentários
São Bento 1 x 2 Guaratinguetá

Alegria passageira: torcida comemora o primeiro gol sem saber o que viria pela frente
Mais um apagão no time, mais um monte de oportunidades perdidas e mais uma derrota.
O jogo, que começou bom para o São Bento, que tinha mais volume de jogo e encurralava o Guaratinguetá no seu campo defensivo, terminou com virada do time do Vale do Paraíba e um time totalmente perdido em campo.
No primeiro tempo, o time jogava bem. Gil Baiano comandava a criação, enquanto os volantes trabalhavam bem na cobertura da defesa – que fazia com que a torcida sofresse a cada contra ataque adversário. No ataque, um apagado Fabiano mais ajudava na marcação da saída de bola e ficava ofuscado por mais uma boa atuação de Pablo.
Pablo que aproveitou um rebote antes dos 15 minutos de jogo para abrir o placar: 1 a 0 Bentão. Parecia que o jogo seria mais fácil do que imaginávamos.
Parecia. O time começou a se complicar na criação. O último passe sempre saía errado e, quando a bola chegava, o ataque não aproveitava. Nesses erros de passe, o Guará criou algumas chances de empatar ainda no primeiro tempo, mas fomos para o vestiário com a vitória.
Apesar dos pesares, a perspectiva para o segundo tempo era positiva: quem sabe marcar mais um, quem sabe segurar o placar. Nunca levar dois gols.
Mas foi isso que aconteceu: o time continuou a errar os passes no ataque, municiando os contra-ataques adversários. Quando acertou os passes, errou o alvo. Fabiano e Pablo perderam meia-dúzia de gols.
Gil Baiano fazia uma boa partida, cadenciando o jogo no meio de campo e criando boas oportunidades de gols. Mas Abelha devia estar assistindo outro jogo. Sacou Baiano e colocou o nosso glorioso Celsinho, que entrou bem, é verdade. Logo em seu primeiro lance foi na linha de fundo e cruzou para o cabeceio de Pablo, mas o atacante jogou a bola em cima do goleiro.
Mas Celsinho não cadenciava, não tocava. Pegava a boa, abaixava a cabeça e saía na corrida. Essa mudança de velocidade no meio do campo foi fatal, ainda mais quando o time levou o empate e bateu o desespero no time, um apagão muito parecido com o que aconteceu em Campinas.
Em poucos minutos o cenário para o desastre estava montadot. Passes errados no meio do campo, principalmente de Mattos, que entrou no lugar do lateral Rodrigo Dias (que saiu machucado), se multiplicaram. Em um deles, o adversário não perdoou. Contando com uma bobeira da zaga, veio a virada.
No final do jogo Mattos tentou se redimir com um bom lance, mas o goleiro da Garça defendeu o seu chute e o placar estava sacramentado.
O chavão ‘quem não faz, leva’ cai como uma luva para descrever os erros do time no jogo de hoje.
Já vi gente querendo fritar o Abelha. Ainda mais porque hoje fiquei na arquibancada oposta, que contém alta concentração de cornetas (daqueles que gritam ‘tira o 9′, ‘tira o 8′…).
É cedo. Hoje o time ficou com quatro volantes em campo, é verdade, mas isso é resultado de opções no banco. Saiu o lateral-direito (ou seria ala?) contundido e não tinha outro no banco. Felipe Blau, meia de origem, que já está improvisado na esquerda, foi substiuído por outro meia.
Vamos esperar todas as peças do elenco estarem à disposição. Ainda tem muita gente boa para estrear. Gente que vai fazer com que o time jogue no 4-4-2 e que vai suprir os problemas nas laterais: Adílio, Da Silva, Cristian Ortiz…
Hoje o time vacilou e muito, foi decepcionante demais. Agora é apoiar e torcer para que esses apagões não aconteçam mais. Já são quatro pontos que deixamos escapar entre os dedos.
Ainda as filas

Segundo jogo no CIC e os problemas no acesso dos torcedores ao estádio continuam.
Dessa vez a Polícia não queria permitir a entrada na arquibancada inferior, alegando motivos de segurança. Segundo o comando da PM a inferior só seria liberada se a arquibancada superior oposta estivesse lotada.
Não sei quem teve essa ‘grande’ ideia. Pior quem concordou com isso.
No final, a PM cedeu e o acesso foi liberado a menos de 15 minutos para o início de jogo. Quando entrei, o hino nacional já estava no “Pátria amada Brasil” e ainda tinha muita gente atrás.
Se a diretoria quiser ver o estádio lotado, como eu quero, cenas como essas não podem se repetir. Quem pensa em assistir um jogo do São Bento e passa na frente do CIC com uma fila daquelas, desiste na hora.
Temos que passar dos 4 mil torcedores nas arquibancadas. Mas pra isso o time e a diretoria tem que colaborar.





















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