jan 30, 2010

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Grêmio Osasco 0 x 2 São Bento

Acompanhar jogo pelo rádio já é difícil, quando a emissora decide fazer transmissão de três jogos ao mesmo tempo as coisas se complicam.

Como não consegui estar em Osasco, hoje não vou conseguir dar pitacos sobre atuação de jogadores, posicionamento do time e afins de forma aprofundada. Quem esteve lá, deixe suas considerações nos comentários.

O que posso falar é que o time fez um bom primeiro tempo. Fabiano desencantou após a boa estreia e deixou dois. O primeiro de cabeça, como deve ser, aproveitando o seu porte físico. O segundo foi gol de centroavante, oportunista, não perdoando o vacilo da zaga adversária.

O time marcou dois gols e fez mais uma pressãozinha no final do primeiro tempo. O cheiro de goleada estava no ar, mas não se esperava que a equipe iria repetir o mesmo problema de sempre.

O azulão voltou recuado para o segundo tempo e, como era de se esperar, conseguiu levar pressão do Grêmio Osasco, que herdou a lanterna da Turma do Reverendo.

Por pouco não levamos um. Por pouco não levamos dois.

Tá certo que o elenco é limitado, que o Zé Luís não tem opção no banco de reservas, mas é exatamente por isso que não podemos recuar. Com a zaga que temos, qualquer ataque do adversário é uma chance real de piorar o saldo de gols.

O Osasco já foi, mas nos próximos jogos não dá pra continuar com tanto sofrimento à toa. Será que no contrato com a Unimed tem cláusula para fazer teste cardíaco da torcida durante os jogos?

Vai pra cima deles, Bento!

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jan 28, 2010

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Scarpino não

Tem site esportivo que não cansa de errar. Agora plantaram a notícia de que Ruy Scarpino já teria acertado com o São Bento.

Mentira. Conversei com membros da diretoria que confirmaram que Paulo Comelli continua sendo a primeira opção e, por isso, Zé Luís fica no comando do time até o próximo jogo, sábado, contra o Grêmio Osasco, fora de casa.

Scarpino é a segunda opção e, se já começa a plantar informação antes de fechar contrato, não parece ser muito confiável.

Ontem sequei o Oeste contra o Santo André, mas o time dirigido por Comelli conseguiu empatar no final, fora de casa. O resultado garantiu o cargo do técnico em Itápolis.

O próximo adversário do Oeste é o Santos, na Vila Belmiro. A derrota é resultado comum e dificilmente derrubará o possível-futuro-comandante-do-Bentão.

A queda só poderia acontecer em caso de derrota para o Paulista, em Itápolis, na próxima quarta-feira.

Como nunca simpatizei com o Oeste, dar aquela secada será pra lá de prazeroso. Ainda mais se der certo e o Comelli sobrar pro Bentão.

Vale esperar. Afinal, Scarpino, ‘informante’ do site da mentira, no comando do nosso time não!

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jan 27, 2010

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São Bento 2 x 1 UA Barbarense (Ufa!)

E dá-lhe sofrimento!

Mais um jogo duro de assistir. A fórmula dos jogos anteriores se repetiu: time apático, uma centena de passes errados e algumas dezenas de chutes mais do que tortos executados pelos apagados jogadores de azul.

Apagados e sem noção: quando pensávamos que iríamos para o vestiário ao menos com um horrível zero a zero, o zagueiro Alan quis inventar. Deu um toque de calcanhar na medida para o adversário na entrada da área. Para corrigir o erro, outro erro: falta. Não deu outra, falta bem batida e mais um gol para a nossa conta.

O time voltou para o segundo tempo tão apagado quanto no primeiro. Mas foi a própria Barbarense que acendeu o azulão.

Logo no comecinho do jogo um jogador deles foi expulso e o São Bento cresceu no jogo. Apesar do maior volume de jogo, os erros de passe e finalização se repetiam. O volante Marcão ficou cara-a-cara com o goleiro e, tendo uma chance clara de empatar, acertou em cheio o peito do goleiro.

Mesmo com um a mais, o time sofria com os contra-ataques. Sorte que o time de Santa Bárbara também é bem ruinzinho e não conseguia aproveitar as chances.

Quando tudo parecia perdido, Pablo acertou um chute e empatou a partida. O gol desestabilizou os visitantes, que tiveram mais um jogador e o técnico expulsos de campo.

As provocações da Barbarense acendeu os até então apagados jogadores do São Bento. O time foi pra cima, empurrado pela torcida.

Aproveitando os 7 minutos de prorrogação, resultado da cera alvinegra (principalmente do goleiro, que se jogava no chão toda vez que a bola saía pela linha de fundo), o time conseguiu a virada aos 50 minutos do segundo tempo.

Um daqueles jogos pra se lembrar, mais pelo modo que conquistamos a vitória do que pelo futebol apresentado.

Que a partida sirva para dar uma ‘chacoalhada’ nos jogadores. É jogar com o mesmo espírito que vimos hoje nos 10 minutos finais e as coisas mudarão.

Hoje não tivemos apagão, tivemos um ‘ligadão’.

O São Bento é o time da virada, o São Bento é o time do amor!

Pisada na bola
Hoje a torcida pisou na bola duas vezes.

No primeiro tempo, um corneta a arquibancada inferior jogou um copo dentro de campo. Será que o idiota não sabe que com isso podemos perder mandos de jogo? Ao menos, pela movimentação que pude ver e pelo que foi falado na transmissão da rádio, pegaram o sujeito para fazer BO.

Já no segundo tempo, quando as coisas não davam certo de jeito nenhum no ataque, alguns torcedores ensaiaram um coro contra o Fabiano. Tá certo que hoje ele não acertou muita coisa, mas demonstrou muita vontade, ajudando bastante na marcação.

Tem que pegar no pé daqueles que ficam andando em campo. E esse não é o caso do Fabiano.

Tira o seis!
Felipe Blau mais uma vez deixou a desejar. Muito.

O técnico interino Zé Luís demorou uma eternidade para tirar o rapaz, que teve tempo para fazer todo tipo de jogada errada em campo.

O que precisa pro Adílio, ao que parece o único lateral-esquerdo do elenco, começar a jogar? Com Blau não dá.

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jan 26, 2010

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A alma do futebol

Por Renan Bismara

Depois de bastante matutar durante a semana, decidi que era hora de eu debutar na série A2 de 2010.

Para quem sempre acompanhou no CIC os jogos do São Bento, de Juniores à Masters, ficar de fora dos dois primeiros prélios realizados em casa foi muito difícil. Batia aquela saudade de ver o azul em campo, de viver um misto de ansiedade com alegria ou tristeza durante pouco menos de duas horas, de me sentir mais próximo da cidade em que nasci e das pessoas que compartilham comigo essa mesma paixão.

Tentei recrutar o máximo de sortudos, até então, que teriam a grandiosa oportunidade de ver o São Bento jogar fora de casa, contra um time de empresários, voltado unicamente ao lucro, que eu considerava Sem Alma. Sim, Sem Alma, pois na minha ainda “infantil” concepção futebol é muito mais que dinheiro, é amor.

Pensava “os jogadores do São Bento, vendo que sua torcida viajou para apoiá-los, não darão chance para a outra equipe”, agremiação novata que não contava com meia dúzia de colaboradores no Estádio da Rua Javari para assisti-los.

Assim, na primeira entoada de gritos vindos da arquibancada, o São Bento mostraria que futebol é raça, paixão, e dominaria facilmente seu adversário indefeso. Para a minha tristeza inicial –calma, o jogo ainda nem começou- não pude contar com a presença dos meus maiores companheiros de arquibancada: meu pai e meu irmão. Coube ao meu primo, tão ou mais fanático que eu, me acompanhar na árdua tarefa de sair de Sorocaba, adentrar à Mooca e achar, nos confins do bairro italiano, o lendário Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Após ser recebido por uma simpática vendedora de água, que vestia um jaleco com o emblema do Juventus, pude notar o quão acanhado o Estádio da Rua Javari é. Inscrições na parede demarcavam que a capacidade total das sociais, setor que já ocupava todo um lado do campo, não chegava a mil pessoas.

Não pude evitar comentar com o meu primo a pena por não termos o Humberto Reale nas suas antigas condições. Se aquilo que estava na minha frente era liberado para jogos oficiais, com absoluta certeza o Estádio da Rua Nogueira Padilha também seria aceito para tal fim.

Fui até a parte contrária, embaixo de um sol de meio-dia, para me juntar aos demais viajantes sorocabanos. Já com o time em campo, procurei sentir aquela adrenalina comum nessa situação. Mas, estranhamente, não aconteceu. Parecia que eu estava diante de um amistoso, de um jogo não-oficial. Talvez pelo sentimento de dó, dos jogadores da outra equipe, ao verem que seus torcedores não passavam de 10 crianças que berravam desordenadamente algum grito, usando linguajar apropriado para as suas idades.

Sim, seria uma aula do Time da Tradição contra o Time sem Alma de como se faz um belo futebol, marcando em cima todas as jogadas, disputando cada bola como se fosse o último jogo do campeonato. Talvez estupefato fosse a palavra mais próxima de conseguir traduzir o meu estado após a primeira meia-hora de partida.

Indo contrariamente a qualquer lógica até então existente, o que eu assistia eram 11 jogadores, vestidos de amarelo, jogando Com Alma, com amor ao futebol, ao contrário daquela reunião de pessoas de azul completamente perdidas, desorientadas, sem vontade, Sem Alma.

Esta atitude em campo demonstrado pelo time do supermercado mostrou pra mim o quão mesquinho eu estava sendo ao menosprezar aquelas pessoas que estavam jogando pelo time adversário, julgando-os como algo próximos de mercenários, quando na verdade eles estavam lá pelo simples futebol.

Não sei se foi por causa da presença da televisão, ou se eles realmente jogam todos os jogos assim, mas a verdade é que o time de amarelo estava jogando com alegria, vontade e união. Além disso, me causou uma profunda tristeza ao ver que todo o meu esforço e sofrimento eram compartilhados apenas por dois ou três atletas beneditinos.

A tristeza transformou-se em revolta ao ver o próprio jogador do meu time se virar para aquela torcida, que viajou 120 quilômetros, e ofendê-la. E a revolta virou esperança ao presenciar o nosso presidente afirmar, categoricamente, que irá tomar providências.

Mas até lá o estrago já está feito, os cinco gols já entraram na história negativa do azul-celeste e a ferida foi aberta. Como torcedor, me resta continuar apoiando, em respeito aos atletas que demonstraram ter Alma neste fatídico último domingo e, acima de tudo, por amor àquele escudo de contornos azuis que leva o nome da minha cidade consigo.

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jan 25, 2010

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As viúvas choram

Não demorou muito e, após a primeira crise na nova administração – que estourou após a derrota vergonhosa deste domingo –, as viúvas do homem-que-mandava-no-São-Bento já saem do limbo com o dedo em riste para denunciar a ‘incompetência’ dos outros.

Mas o que querem as viúvas?

Ao que parece, querem confundir os são-bentistas com argumentos rasos e equivocados.

O time desse ano não é fraco. Em termos de talento individual, estamos entre os quatro melhores elencos da A2, muito próximo do São Bernardo e um pouco atrás do Guarani e, talvez do Guaratinguetá.

Só para comparar, no time do ano passado tínhamos Yamada no gol, Binho na zaga, Celsinho e Rafael Fusca na criação, Leandro Porto no ataque e Tita na lateral-esquerda.

O que faltou até agora é a famosa ‘liga’, aquele elemento que faz com que o passe saia redondo, o atacante esteja no lugar certo na hora certa, o zagueiro chegue na hora certa pra dividida.

Infelizmente o Abelha não conseguiu fazer com que isso acontecesse. Ele era o cara para comandar o time nessa reestruturação do São Bento, que ainda junta os cacos de administrações passadas.

Mas o futebol é assim: não é ciência exata e às vezes as coisas não acontecem como queríamos. Ou acontecem como querem as viúvas, que torcem para que dê tudo errado para saírem como os paladinos da verdade. Paladinos com cheques pré-datados nos bolsos.

No entanto, repito: com o elenco que temos, com um novo comando, temos grandes chances de conquistar uma das oito vagas para a próxima fase da A2. Ainda falta muito jogo para ser jogado.

O que vai acontecer depois não dá para prever. Mas acredito que as viúvas continuarão a chorar ao ver o sucesso do São Bento.

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