Enviado por William Alves emBastidores | 2 Comentários
A torcida não quer que o homem-que-manda-no-São-Bento continue a mandar
O homem-que-manda-no-São-Bento está aí, firme e fraco.
Na enquete realizada pelo blog, dentre os 34 leitores que votaram, 59% são a favor da saída de David Ferrari Jr. da presidência do clube.
Que bom seria se, atendendo aos apelos dos torcedores, o mandão saísse por conta própria, levando consigo toda sua trupe de puxa-sacos. Mas não, ele não se toca. Quer sair escurraçado, ainda mais desmoralizado.
Vale lembrar que o presidente ainda não entregou os documentos fiscais que comprovam as movimentações financeiras do clube durante o ano passado. Contas rejeitadas significa um duro golpe na administração e, consequentemente, na permanência de David Ferrari. Só falta uma posição mais firme e definida do Conselho Fiscal, que vem aceitando o empurra-empurra da presidência.
Mas não é só isso. Também tem a auditoria realizada em 2007, que analisou a gestão administrativa e financeira do clube no período de 2004 a 2006. Refresquemos a memória com alguns trechos do relatório da auditoria:
“Infelizmente os documentos apresentados, quase em sua totalidade, não demonstram a regularidade necessária para garantir a confiabilidade da gestão em todos os períodos analisados”.
“Os documentos apresentados como comprovantes de pagamentos realizados na grande maioria das vezes não identificam de forma adequada o beneficiário, de modo a propiciar que se averigue a veracidade de sua emissão”.
“Foram detectados diversos pagamentos a fornecedores os quais não emitiram documentos fiscais dentro das respectivas legislações tributárias, o que, em tese, configuraria a ocorrência de sonegação fiscal”.
“Concluímos que a gestão do Esporte Clube São Bento, em relação ao período analisado, não apresenta os mínimos requisitos necessários para ser considerada regular”.
Era caso para o Ministério Público, para a Receita Federal. Inclusive os próprios auditores sugeriam esse encaminhamento no documento. No entanto, à época, o Conselho Deliberativo nada fez.
Mas sempre é tempo.





















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