Enviado por William Alves emBastidores, Blog, Na mídia | 3 Comentários
A carta
O clube vive um momento importante. Sem jogos do time principal, os bastidores começam a se movimentar e já podemos enxergar um horizonte diferente para o Bento.
Sentindo isso, há exatamente uma semana atrás enviei uma carta ao jornal Bom Dia para divulgar minha opinião sobre o futuro e o presente do alvi-celeste.
Demorou, mas a carta foi publicada na edição de hoje, sexta-feira, dia 22 de maio. Infelizmente o jornal editou o texto para que ele coubesse no espaço dedicado aos leitores. Por isso, publico a íntegra da carta abaixo, com os trechos cortados pelo Bom Dia em itálico.
O editorial “Fim de papo”, publicado pelo Bom Dia no último dia 4 de maio, retomou um debate interessante: o São Bento é da cidade ou de um grupo particular?
Há tempos vemos os dirigentes do clube apelando na imprensa por “ajuda da cidade”. No entanto, como os sorocabanos vão se motivar a contribuir com um clube fechado, sem transparência e que só produz manchetes negativas quando o assunto é sua organização? Sintoma disso pode ser observado nos dias de jogos, com as arquibancadas do CIC cada vez mais vazias, restando apenas os poucos – mas fiéis – resistentes sãobentistas que pagam o seu ingresso e incentivam o time. Para esses abnegados não importa ganhar, não importa empatar, não importa perder. Torcer, torcer, torcer. Eles sabem que o São Bento é maior do que a incompetência daqueles que pensam ser donos do clube.
Apesar da paixão, não podemos esconder que o cenário atual é dos piores. Vergonhoso. Jogadores e outros funcionários do clube não recebem, as dívidas se acumulam e não conseguimos vislumbrar na atual diretoria sinais de que as tão necessárias mudanças ocorrerão. Apesar de alguns acertos no passado, o presidente do São Bento vem marcando sua gestão pela falta de transparência e pela truculência no trato de assuntos importantes para o clube. A essencial campanha de sócios, que geraria renda, aproximaria o clube dos sorocabanos e regularizaria os seus principais problemas jurídicos, passa longe dos planos da atual administração.
O processo de apresentação e apreciação das contas do ano de 2008 é um dos exemplos da falta de transparência que toma conta dos bastidores do clube. A Diretoria Executiva apresentou a demonstração das receitas e despesas sem as notas fiscais que comprovariam os gastos; com isso, passados dois meses, o Conselho Fiscal ainda não conseguiu dar o seu parecer.
Apesar de tudo isso, estou convicto de que a cidade quer, sim, o São Bento. Mas não o São Bento que está aí. Sorocaba quer um São Bento novo – transparente, organizado e democrático fora das quatro linhas e, consequentemente, vencedor dentro de campo.
































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