abr 28, 2009

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Anotações despretensiosas sobre a democracia no futebol – versão alvi-celeste

Uma das inspirações para a criação do “Vamos subir, Bento!” foi o simpático Blog do Santinha, dos torcedores do igualmente simpático Santa Cruz, de Pernambuco. Sempre dou uma passada por lá para ver o que está acontecendo com o tricolor do Arruda, que luta para voltar aos seus dias de glória. O Santa, que há pouco tempo disputava a primeira divisão do Brasileiro, esse ano irá jogar a recém-criada Série D.

Mas porque estou escrevendo isso? É que hoje me deparei com o texto “Anotações despretensiosas sobre a democracia no futebol“, escrito por Inácio França. Uma reflexão sobre a resposta negativa que ele teve às opiniões emitidas dias atrás sobre a diretoria do Santa Cruz.

“Num mundo em que todos tentam se impor, discutir idéias e opiniões fica em segundo plano. O que importa mesmo é destruir o outro se ele pensa diferente”, afirmou Inácio. Concordei com o blogueiro pernambucano e me senti em sua pele.

No dia 9 de abril iniciei um tópico na comunidade do São Bento no orkut e, de lá pra cá, truculência e acusações infundadas vem dando o tom de um debate importantíssimo para o futuro do clube: a necessidade de uma campanha de sócios.

As acusações começaram com gente afirmando que estava querendo alavancar uma suposta carreira de jornalista (ou até mesmo uma carreira política) em cima de polêmicas. Em pouco mais de 15 dias chegamos em um nível próximo do impublicável, com ameaças públicas de agressão física a esse blogueiro.

Vale lembrar que não sou jornalista. Como escrevi há um tempo, sou publicitário de formação. Erraram por pouco, foi na trave. Assim sendo, sem gol e sem carreira para alavancar com polêmicas. Sobre uma suposta “carreira política” a hipótese está descartada. Até porque penso que quem enxerga na política um caminho para fazer carreira não merece o meu voto. Nem o seu. Afinal, a “carreira” começa com mentiras para conquistar votos e termina com os famosos mensalões e sanguessugas.

Não me intimido com as ameaças. Elas são públicas e se algo acontecer com esse teclador, já saberemos quem foi. Só me preocupo com o futuro do São Bento, pois a cada dia que se passa vemos que, se sobram músculos e truculência, falta a tolerância para o debate de ideias, que trarão a tão necessária renovação do clube.

“Sem democracia, nosso futuro não será melhor do que nosso passado recente.

Sem democracia, as opiniões sobre erros pontuais do presidente A, B ou C (erros que qualquer um de nós pode cometer), serão sempre encaradas como uma ameaças terríveis e não como um esforço para construir alternativas”, assim encerrou Inácio França sua reflexão.

Assino embaixo. Quase 3 mil kilômetros separam Sorocaba de Recife. Muito pouco divide a realidade azul-celeste da coral.

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