Enviado por William Alves emSérie A2 2009 | 4 Comentários
Sertãozinho 3 x 0 São Bento
O jogo foi há mais de 24 horas. Acompanhei boa parte pelo “emocionante” placar do Futebol Interior e o finalzinho por uma emissora de Sertãozinho (as emissoras de Sorocaba fizeram de conta que o campeonato encerrou na 18º rodada). Não tem como fazer uma análise descente da partida. Aquela que pode ser a última do ano.
Então vamos aos pitacos:
- Tem gente falando em “mala branca”. Penso que não aconteceu, pois era desnecessário: o Sertãozinho estava motivado, lutando pela classificação; já o São Bento entrou em campo naquele clima de último dia de aula. “Não dá mais nada”. Há a motivação, a dignidade de honrar a camisa. Mas isso já tinha passado. Se pagaram, gastaram dinheiro a toa.
- Ficamos “apenas” 6 pontos atrás do último classificado. E a 6 pontos do primeiro rebaixado. Aí fica da visão de cada um: para o otimista, faltou pouco para classificar; para o pessimista, escapamos da degola por pouco.
- Mesmo que a classificação não tenha vindo, temos nossas pequenas “vitórias”: fomos os únicos a bater o Rio Branco, invicto até visitar o CIC, e terminamos na frente da Turma do Reverendo. Mas é muito pouco para o São Bento.
Agora é hora de pensar o futuro. Mesmo que o convite para a disputa da Copa Paulista venha e seja aceito, aqueles que administram o clube tem 82 dias, 12 semanas ou quase duas mil horas para organizarem minimamente e clube.
Não há mais a velha desculpa de que o debate de ideias “tumultuam” o ambiente e prejudicam o time. Até julho teremos apenas o clube e nenhum time para ser afetado. Vamos ver quem vai ser mais criativo nas desculpas para manter as coisas como estão. Insustentáveis.
O homem-que-manda-no-São-Bento já saiu na frente. Leia esse trecho da matéria publicada no “Cruzeiro do Sul” de hoje:
No final do jogo, o treinador Claudinho Anacleto disse que durante a semana se reunirá com a diretoria para saber se irá continuar no comando da equipe. Por outro, o presidente do clube, David Ferrari Júnior, confirmou o encontro com a comissão técnica e aproveitou para desabafar. “Temos que ver se a cidade quer o São Bento, porque com o apoio que recebemos neste primeiro semestre não dá. Precisamos ver se o empresariado sorocabano vai apoiar o time, porque com este sofrimento não será possível manter o time no 2.º semestre”.Nesse caso o homem-que-manda-no-São-Bento nem foi criativo. Esse papo de que “a cidade não quer o São Bento” é mais velho do que o Humberto Reale.
Muda o disco David! Muda São Bento!





















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