fev 19, 2009

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Embate alviceleste nas páginas dos jornais

Há três dias as páginas do jornal “Bom Dia” vem sendo espaço de troca de farpas, pedidos de renúncia e um editorial que pontua o embate existente entre o homem-que-manda-no-São-Bento e a conselheira-biônica-e-papuda.

Na terça-feira, dia 17, a coluna “Em jogo”, assinada pelo repórter Rodrigo Alcântara, trouxe notas (clique aqui para ler na íntegra) com informações passadas pela papuda. A novidade era que “pelo menos dois empresários de Sorocaba pagariam todas as despesas do São Bento, inclusive os possíveis atrasados, mas com uma condição: a renúncia do presidente David Ferrari Júnior”.

Iam pagar caro pelo cargo: os mais de R$ 100 mil mensais para manter o time, além dos salários atrasados. Quase R$ 1 milhão até o final do Paulista. Rola a boca pequena que os tais “empresários” na verdade são o bicheiro Zezo Lanaro e a própria papuda.

O que mais assusta é a declaração da conselheira biônica, ao final da série de três notas. Ela diz: “Irei apoiar qualquer pessoa que entre como novo presidente do clube”. Qualquer pessoa pode ser o Câncio, o Zezo ou um Reverendo qualquer. Toc, toc, toc.

Com tamanho afronte, o homem-que-manda-no-São-Bento enviou uma carta para o jornal (clique aqui para ler na íntegra), que foi publicada no dia seguinte, quarta-feira (também conhecida por ontem).

Ele se dizia surpreso com a informação, mas tascou: “Contudo, refletindo melhor, sempre em prol do São Bento, posso aceitar a tal condição, não sem antes ser declarado publicamente que são os empresários, qual o valor que estão dispostos a desembolsar e por quanto tempo, pois estamos falando de uma despesa mensal, na ordem de R$ 150 mil, pelo menos até junho de 2009, o que significa algo em torno de R$ 900 mil, no mínimo”.

Lembrando das notícias divulgadas pela conselheira anteriormente, o homem-que-manda-no-São-Bento emendou: “seria prudente e de bom alvitre ouvir desses tais empresários, a proposta e as condições, sob pena, de mais uma vez, tremular a bandeira da mentira”. E concluiu: “Devemos tomar cuidado com aqueles que buscam primeiro a mídia, depois a parte interessada para tratar de assuntos internos”.

Diante de tamanho “arranca-rabo”, o jornal dedicou hoje (quinta) o seu editorial – teoricamente o seu maior espaço de opinião – para o que acontece nos bastidores do São Bento (pra ler ele na íntegra, clique aqui).

O texto adjetivou o homem-que-manda-no-São-Bento de “advogado bem-sucedido” e “um dos mais fervorosos e apaixonados torcedores do time do São Bento”. Já Ivanilde foi apresentada como quem “pouco ou nada entende de futebol e não tem vergonha de esconder isso de ninguém”.

A conclusão é direta: “Ivanilde passou a ter a obrigação de revelar quem são os empresários que ela disse conhecer e desejam pagar a conta do São Bento desde que haja saída do presidente. Do contrário, quem deve sair da dirertoria é ela”.

Ivanilde não se manifestou.

Mas não parou por aí, ainda tinha, na seção de “Esportes”, uma carta da torcedora Maria Helena Molfi Ramalho. Ela foi na “veia” da conselheira biônica: “Quem conhece (mesmo que um pouco) a história do São Bento está enjoado de ver aproveitadores se apropriando da imagem do clube afim de auto promoção. Vem, aparece na mídia como o “salvador da Pátria” e nos deixa sem a menor preocupação de como iremos ficar. Aliás, o que tem de gente dizendo que fez o que não fez, que fará o que não pode fazer, defendendo as cores que nem sabe quais são é demais”.

Mandou bem, mas quando ia marcar um golaço, pisou na bola: no final do texto usou o “discurso presidencial” (e inocente) de que os empresários “podem ajudar” o São Bento. Empresário não ajuda ninguém. Se fosse assim, a conselheira biônica estava correta. Afinal, ela conhece essa espécie rara dos capitalistas-bondosos-amantes-do-futebol.

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