jan 20, 2009

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Uma proposta tentadora

O São Bento se agitou desde a noite de ontem (segunda) com a possibilidade de o clube firmar parceria com uma empresa que gerencia clubes de futebol, comandada pelo ex-jogador César Sampaio.

Segundo o presidente do Conselho, Luís Manenti, a proposta é a seguinte: R$ 200 mil por mês – com bônus caso o time consiga o acesso esse ano – para a empresa assumir o “marketing e o investimento do clube”. Contrato de 5 anos.

A divisão dos lucros advindos da parceria seriam dividos com 80% para a empresa e 20% para o São Bento.

A empresa retomaria as categorias de base, construiria alojamento definitivo para os atletas, compraria um ônibus novo.

Isso tudo é informação. Agora vem opinião.

A proposta realmente é tentadora, mas penso que alguns pontos devem ser esclarecidos:

1. Os empresários vão assumir o marketing e os “investimentos”, mas o que significa isso especificamente? O São Bento poderá decidir os investimentos que serão feitos, administrar o futebol?

2. A administração do marketing por parte da empresa significa que os patrocínios que o clube venha a captar também serão divididos na base 80%-20%?

3. O contrato protege o clube ou os empresários? Se forem contraídas dívidas durante a parceria, para os “investimentos”, a empresa de responsabiliza?

4. Com a parceria, o São Bento poderá colocar jogadores 100% seus no time? Afinal, com a reestruturação isso será possível e ajudará na construção de um horizonte melhor.

Simpatizo com a proposta. Me parece a chance de reestruturar o clube, com uma visão a longo prazo para que daqui há 5 anos possamos estar em uma posição bem melhor e dependendo apenas das nossas pernas.

Mas isso depende de uma coisa fundamental: o clube tem que ter voz ativa para definir os rumos do clube durante o contrato, obedecendo-se a hierarquia que rege o estatuto (por mais que hoje ela não seja muito respeitada).

Com isso esclarecido passo a apoiar a parceria. É uma proposta e tanto, desde que com transparência e administração conjunta do clube.

O mais estranho (ou nem tanto) nesse processo é a postura do presidente Davi Ferrari Jr. Ele concedeu entrevista à Cruzeiro FM dizendo que a reunião, que aconteceu na noite de ontem, é uma mentira. “Não aconteceu”. Terá sido o nosso presidente abduzido por alienígenas?

Em um ponto apenas concordo com nosso presidente-bomba: se a parceria for do tipo em que se entrega o clube aos terceiros, corremos o risco dos parceiros “sugarem” o São Bento e devolverem o bagaço daqui há 5 anos.

Mas a parceria é desse tipo?

Pra variar, ele aproveitou a oportunidade pra “esmolar”. Pediu “ajuda da cidade”. Falou umas três vezes “ajudar o São Bento”.

Será que o idealismo dele cega tanto a ponto de não enxergar que, há muito tempo, nenhuma empresa ajuda ninguém? Eles querem retorno Davi!

Também falou que não espera ajuda do “torcedor de bandeira e camisa”. Então campanha de sócios nada, né Davi?

E você o que acha da parceria? Deixe o seu comentário.

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jan 18, 2009

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Chico Bento é São Bento

Estava navegando no Flickr e veja só o que descobri:

Uma matéria que, suponho, seja da Placar. Nela Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica, fala pra quais clubes torcem seus personagens.

Cebolinha é palmeirense, Cascão é corintiano, Pelezinho obviamente é santista, Mônica é sãopaulina e Chico Bento demonstra que entende do riscado e torce pelo Bentão.

O Bento é Bento.

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jan 17, 2009

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A reconstrução se inicia pelo básico

O São Bento anda intransponível.

Não, nossa defesa não é imbatível. Estou falando da falta de informações do clube.

A torcida está apreensiva para saber se o time conseguiu os patrocinadores para cobrir as despesas da disputada da Série A2, mas informação não há. A torcida quer saber como vai ficar os uniformes que o Bentão vestirá. A imprensa local se limita a informar que tal jogador de tal posição chegou de tal clube e que vai estar pronto para jogar tal dia. Diretoria Executiva e Conselho não se manifestam.

Depois cobram o tal “apoio da torcida”, mas como vamos ajudar se não sabemos como estão as coisas? Nem sabemos quando os ingressos para o primeiro jogo, daqui a uma semana, estarão a venda.

O que nos falta? Não muita coisa: um pouco de vontade política dos que estão no comando do clube e uma ferramenta de divulgação das informações, o popular ‘site’.

Se quesito “informação” entrasse em campo, estaríamos na zona de rebaixamento. O São Bento é um dos quatro clubes da Série A2 que não possuem uma página na internet para informar os torcedores o que acontece no clube. Estamos do lado de Rio Branco, São José e Taquaritinga.

Todos os outros clubes (América, Catanduvense, Comercial, Ferroviária, Juventus, Linense, Monte Azul, Portuguesa Santista, Rio Claro, Rio Preto, São Bernardo, Sertãozinho, União Barbarense e União São João) se utilizam desse importante canal de comunicação com o torcedor. O Flamengo de Guarulhos está com a página em construção.

É consertando “coisinhas pequeninas” como essa que os velhos problemas do clube serão sanados. Quebrar essa barreira vai aproximar a torcida, o que só trará benefícios para o Bento.

Ficar girando desse círculo vicioso não vai resolver absolutamente nada. Pelo contrário.

Vamos subir, Bento!

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jan 16, 2009

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Centro de treinamento ou estádio?

O que temos hoje: um terreno e torres enferrujadas

O post sobre a situação atual do que um dia foi o Humberto Reale levantou um debate interessante: a área deve ser aproveitada para a construção de um centro de treinamento (CT) ou para a reconstrução de um estádio pŕoprio para o clube?

Na comunidade do São Bento no orkut os torcedores são pela construção de um novo Humberto Reale:

Luiz Carlos, pensa que o estádio também serviria como espaço para treinamento, assim a construção apenas de um CT não vale a pena. Guilherme, também é contra o projeto atual. Ele lembra que o público que comparece aos jogos não supera os 4 mil, assim um estádio pequeno atende as necessidades do clube.

Eu, no entanto, penso diferente. É claro que ver o time jogando no estádio reconstruído também é um sonho que passa em minha cabeça, mas depois de muito matutar concluí que um espaço para treinamento com finalidade de sede social é vais vantajoso para o São Bento.

O CIC tem muitos problemas: falta de estacionamento, distribuição ruim das torcidas e, principalmente, a distância do público do campo que, quando somada ao tamanho do estádio, diminui (e muito) a pressão sobre os adversários. Mas apesar de todos os pesares, acolhe razoavelmente bem a torcida e os que trabalham nos jogos. Construir um estádio menor tendo o CIC à disposição é gastar o dinheiro que não temos em algo que não precisamos.

Se o Humberto Reale estivesse com sua estrutura minimamente conservada e fosse necessária apenas uma reforma, acharia a idéia válida. Mas o que vi na visita foi apenas um terreno, um bocado de entulho e as quatro grandes torres de iluminação, que a ferrugem toma conta. Não poderíamos ter deixado que o nosso estádio, de tantas histórias, viesse abaixo. Agora as coisas ficaram (bem) mais complexas.

Pensemos no futuro do clube: qual um dos maiores entraves para o clube não possuir sócios e receber todos os benefícios que um grande quadro de associados pode trazer? A falta de um clube social, não é mesmo? Pois bem, o “centro de treinamentos” da Nogueira Padilha pode ser esse espaço. Uma quadra poliesportiva e uma academia estão no projeto e podem ser abertas aos sócios.

Você não toparia pagar R$20 por mês e poder usufruir dessa estrutura, além de contribuir com o clube? Se duas mil pessoas toparem, serão 40 mil reais todo mês no caixa do clube.

Ainda pensando no futuro: temos que lutar para voltar a disputar competições nacionais e nesse trajeto podemos transformar o estádio reconstruído em um “elefante branco”, afinal o “Regulamento Geral das Competições”, que rege os torneios organizados pela CBF, afirma que a partir de 2011 para se disputar a fase final da Série D (a Série D!) o clube tem que dispôr de um estádio para, no mínimo, 10 mil pessoas.

O que concluí (parcialmente) com essa troca de idéias é que apesar dos sonhos da torcida, seja pela recontrução do estádio ou pela construção da sede social, fica o alerta de que são apenas sonhos.

O que temos hoje, reafirmo, é um terreno com quatro torres enferrujadas.

Hoje passei em frente ao Humberto Reale e, novamente, não tinha niguém trabalhando no campo para se fazer cumprir o contrato da Traffic, que é mínimo perto de nossas necessidades.

O debate continua mais quente do que nunca. Deixe o seu comentário.

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jan 16, 2009

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Otimismo pelo acesso

A primeira enquete do blog captou um sentimento de otimismo da torcida sãobentista.

Dos 37 leitores que votaram, 33 apostam no acesso. Desses, 14 são ainda mais otimistas e acreditam no título da Série A2.

Que assim seja! Vamos subir, Bento!

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